Quiksilver pede concordata nos EUA

A conhecida marca de roupa e equipamentos de surf Quiksilver pediu concordata e passará o controle da companhia para as mãos de seus principais credores. Segundo informações da agência de notícias Bloomberg, pedir a proteção do Capítulo 11 da Lei de Falências americana - que é semelhante à solicitação de recuperação judicial no Brasil - foi a saída encontrada pela empresa para garantir que suas mais de 700 lojas no mundo continuem em operação.

O Estado de S.Paulo

10 Setembro 2015 | 02h05

A varejista, com sede na Califórnia, vinha tentando se reestruturar desde 2013. No ano passado, no entanto, as vendas caíram 13%. Quase dois terços da receita vem das unidades de fora dos EUA. Nos documentos judiciais, o diretor financeiro Andrew Bruenjes disse que a empresa está fragmentada. As operações asiáticas e europeias não serão afetadas.

De acordo com a proposta anunciada ontem, o credor Oaktree Capital Management vai trocar sua dívida para uma participação majoritária na companhia reorganizada. A Quiksilver espera a aprovação do plano na Justiça e a liberação de um crédito de US$ 175 milhões por instituições ligadas à Oaktree. O novo empréstimo será usado para concluir a reestruturação e cobrir o custo

do processo.

Em março, a companhia substituiu seus principais executivos após uma sequencia de resultados ruins. Em julho, a empresa recebeu um aviso da bolsa de Nova York sobre o risco de as ações serem suspensas.

A marca Quiksilver foi fundada na Austrália em 1969. Na década de 1990, junto com nomes como Billabong e Pacific Sunwear, a marca ditou moda para surfistas e skatistas. Depois de um período de expansão, a Quiksilver começou a lutar para competir com varejistas fast-fashion como H&M, que seduziram o público adolescente com roupas mais baratas. (Com agências internacionais).

 

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