Racionamento de gás boliviano não afetará consumidor

O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, disse, nesta terça-feira, que as probabilidades "são muito favoráveis" de que o racionamento de gás natural vindo da Bolívia, se de fato ocorrer, não tenha "nenhum efeito" sobre o consumidor final, como os proprietários de carros movidos a Gás Natural Veicular (GNV) e residências. Contudo, ele admitiu que, do ponto de vista técnico, ainda não é possível descartar por completo o racionamento. Gabrielli, que participou de audiência pública na comissão de Infra-Estrutura do Senado, disse que engenheiros da Petrobras estão na Bolívia trabalhando para restabelecer parte do fornecimento de gás, que foi prejudicado na semana passada pelo rompimento de um duto na província boliviana do Gran Chaco. "Tenho informações de que (os trabalhos) estão andando bem", disse Gabrielli, referindo-se a um desvio que está sendo construído, utilizando um duto paralelo para escoar parte da produção até que o duto principal seja totalmente recuperado. Redução A queda no fornecimento causou uma redução de 72% no abastecimento de gás para usinas termelétricas. Gabrielli não disse quando o racionamento para essas usinas será suspenso, pois, segundo ele, isso depende de soluções técnicas. "Esse é um problema que vamos ver depois, porque não sei qual a capacidade que temos", afirmou. Ele disse, também, que a redução de 51% da utilização do gás nas refinarias da estatal não terá nenhum efeito no mercado, apenas um custo financeiro para a Petrobras, cujo montante ele não soube precisar. "Para fora da Petrobras, os efeitos serão praticamente nulos", assegurou.

Agencia Estado,

11 Abril 2006 | 16h17

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