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Economia

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Rating do Brasil depende de política econômica para 2015, diz Moody's

Agência diz que perspectivas de avanço do PIB estão presas em 'círculo vicioso', com expectativas fracas e baixo investimento

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Stefânia Akel e Ricardo Leopoldo ,
Agência Estado

25 Junho 2014 | 15h18

A perspectiva para a nota "Baa2" do Brasil, que atualmente é estável, deve provavelmente ser determinada pelas atitudes do próximo governo para reverter tendências econômicas negativas e impulsionar o crescimento do País para mais perto do seu potencial, afirma a agência de classificação de risco Moody's, em relatório.

"Após ter reportado crescimento abaixo do potencial entre 2011 e 2013, a economia brasileira continua tendo dificuldades em 2014 devido ao declínio dos gastos com investimentos, à desaceleração do consumo e à piora do sentimento do investidor", aponta a agência. Neste contexto, a agência internacional de rating reduziu suas previsões pare o PIB do País relativas a este ano, de 1,8% para 1,3%, e para 2015, de 2% para 1,5%. 

A Moody's considera que as perspectivas de crescimento do Brasil estão presas em um "círculo vicioso", com as expectativas fracas dos investidores e consumidores levando a menos investimentos e crescimento econômico, o que consequentemente motiva um maior sentimento negativo. O relatório afirma que a confiança mais fraca e a performance pior que a esperada levaram analistas a repetidamente revisarem para baixo suas expectativas de crescimento para o Brasil, que se aliaram com as visões da comunidade empresarial.

Segundo os especialistas da Moody's, "o governo não pode quebrar este ciclo" negativo devido a dois fatores: um deles é limitada capacidade de adotar medidas fiscais e monetárias apropriadas, devido aos níveis "relativamente elevados" de dívida pública e de inflação. Um outro elemento muito relevante são as crescentes reservas de investidores sobre a "capacidade das autoridades" de adotar ações que vão atacar de frente as principais questões econômicas, tais como crescimento, inflação, problemas fiscais. E isso está relacionado com o baixo nível de eficiência das medidas de política econômica adotadas nos últimos anos.

"A deterioração das expectativas econômicas é mais um desafio que o governo enfrentará no decorrer do ano. Além disso, a deterioração também vai complicar as questões para o próximo governo, já que as condições negativas devem persistir por pelo menos os próximos meses", avalia a agência.

Segundo a Moody's, o próximo governo precisará estruturar uma agenda de políticas econômicas que incorpore mudanças substanciais para resolver preocupações dos investidores tanto com a economia quanto com a possibilidade de mais quatro anos dos mesmos problemas.

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