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Recuperação do mercado de trabalho depende do fim da crise política

Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) recuou 2,4 pontos em junho ante maio, para 96,9 pontos; resultado representa a segunda queda consecutiva

Daniela Amorim, O Estado de S.Paulo

06 Julho 2017 | 19h22

O mercado de trabalho já passou pelo pior momento, mas a velocidade de recuperação ainda depende de fatores como a resolução da atual crise política, avaliou o pesquisador Fernando de Holanda Barbosa Filho, do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV).

O Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) recuou 2,4 pontos em junho ante maio, para 96,9 pontos, influenciado pelas incertezas levantadas pela crise política. O resultado representa a segunda queda consecutiva, sinalizando uma desaceleração no ritmo de recuperação do mercado de trabalho. Quando há queda, a tendência é de que não haja geração de vagas. No entanto, o índice permanece em nível elevado, o que reflete otimismo quanto ao futuro.

"A crise no mercado de trabalho não vai se aprofundar. A recuperação é que vai depender de como será solucionada essa crise política", ponderou Barbosa Filho.

Já o Indicador Coincidente de Desemprego (ICD) caiu 0,7 ponto em junho ante maio, para 96,6 pontos. Quando o índice tem queda, significa melhora na avaliação dos consumidores sobre o momento atual do mercado de trabalho. No ano, o ICD acumula uma redução de 7,0 pontos.

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"O dado confirma um pouco que o fundo do poço no mercado de trabalho ficou no passado, salvo se a crise política piorar muito", completou Barbosa Filho.

O ICD é construído a partir dos dados desagregados, em quatro classes de renda familiar, da pergunta da Sondagem do Consumidor que procura captar a percepção sobre a situação presente do mercado de trabalho. Já o IAEmp é formado por uma combinação de séries extraídas das Sondagens da Indústria, de Serviços e do Consumidor, todas apuradas pela FGV. O objetivo é antecipar os rumos do mercado de trabalho no País.

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