André Dusek|Estadão
André Dusek|Estadão

Redução da Selic anima Temer e governo

Notícia foi recebida pelo Planalto como um sinal de retomada da economia

Tânia Monteiro, Rafael Moraes Moura, O Estado de S.Paulo

11 Janeiro 2017 | 19h56

BRASÍLIA - A decisão de redução do juros em 0,75 ponto porcentual pelo Banco Central, por unanimidade, na primeira reunião de 2017 do Comitê de Política Monetária (Copom), animou o presidente Michel Temer e o governo. A maior parte do mercado previa redução de até 0,5 ponto porcentual e diminuir a taxa básica de juros da economia para 13% ao ano "superou as expectativas" do próprio governo.

No Planalto, a notícia foi recebida como um sinal de que começam a surgir os primeiros indicadores de que a retomada da economia pode estar mais próxima, principalmente porque a inflação está controlada. "A redução dos juros é uma sinalização importante", disse um interlocutor do presidente.

Também nesta quarta-feira, 11, o IBGE informou que a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) terminou 2016 com elevação de 6,29%, abaixo do teto da meta do governo, de 6,5% ao ano. O resultado ficou abaixo do IPCA de 2015 (+10,67%) e de 2014 (+6,41%).

Segundo o porta-voz da Presidência da República, Alexandre Parola, a decisão do BC respalda a convicção do presidente Michel Temer "no sentido de que estão dados os elementos para uma retomada do crescimento econômico e da criação de novos empregos".

"O presidente da República expressa sua satisfação com o anúncio da decisão do Comitê de Política Monetária no sentido de cortar em 0.75 pontos percentuais a taxa básica de juros da economia, a chamada Selic", comunicou Parola. 

Parola também fez comentários sobre a inflação: "A divulgação, hoje mais cedo, da taxa de inflação de 2016 é um dado extremamente positivo que terá sido levado em conta para a redução da Selic. Apenas para efeito de registro, em dezembro de 2015, a taxa de inflação estava acima de dois dígitos, em 10,67% por cento ao ano", afirmou Parola.

De acordo com o porta-voz da Presidência da República, todos os dados disponíveis indicam que nos próximos meses "a inflação seguirá em queda". 

"Com isso, o rendimento do trabalhador se vê protegido do efeito terrível da inflação e abre-se espaço para que a taxa de juros seja gradualmente reduzida, de modo responsável, consistente e sustentável", prosseguiu.

Parola citou como um dos exemplos dessa tendência o anúncio de redução de taxas de juros feito pelo Banco do Brasil nesta quarta-feira.

Menos de uma hora depois do anúncio da decisão dos diretores do Banco Central de reduzir a taxa básica de juros para 13% ao ano, o Banco do Brasil anunciou que reduzirá as taxas de juros de empréstimos para famílias e empresas.

Segundo o banco, a maior parte das linhas terá os juros reduzidos, sendo que em cinco delas a queda foi maior do que os 0,75 ponto porcentual de redução da Selic. 

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