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Refinaria Reduc da Petrobras tem vazamento em caldeira a vapor

REUTERS

25 Agosto 2014 | 15h 00

Simão Zanardi, presidente Sindicato dos Petroleiros de Caxias afirmou que vazamento foi descoberto no domingo, 24

Divulgação
A Reduc é a quarta maior refinaria do país e tem capacidade para processar cerca de 240 mil barris de petróleo por dia

A refinaria Duque de Caxias (Reduc), da Petrobras, que fica na região metropolitana do Rio de Janeiro, sofreu um vazamento em uma de suas caldeiras a vapor, disse à Reuters nesta segunda-feira o presidente do sindicato responsável por trabalhadores da fábrica.

O vazamento, descoberto no domingo, ocorreu na unidade U-1320 ligada à refinaria. A caldeira é parte de um sistema que ajuda a fornecer calor e outras energias para a planta, explicou Simão Zanardi, presidente Sindicato dos Petroleiros de Caxias (Sindipetro Caxias).

A Reduc é a quarta maior refinaria do país e tem capacidade para processar cerca de 240 mil barris de petróleo por dia. Com uma outra caldeira fora de serviço para manutenção programada, a unidade U-1320 que sofreu o vazamento é uma das únicas fontes importantes de energia térmica para Reduc, disse o sindicato.

A Petrobras não estava imediatamente disponível para comentar o assunto.

O sindicato planeja falar com representantes da Petrobras e do Ministério Público do Trabalho (MPT) sobre o vazamento e está pedindo que a unidade U-1320 seja fechada enquanto o vazamento estiver sendo reparado, disse Zanardi.

O sindicato tem se queixado sobre uma série de acidentes nas refinarias da Petrobras, que busca impulsionar a produção doméstica de combustíveis como gasolina e diesel, em um esforço para reduzir as importações. Na semana passada, um trabalhador morreu de queimaduras sofridas em uma refinaria da Petrobras em Manaus.

Também no domingo, a Reduc teve que evacuar trabalhadores que atuavam na manutenção da caldeira que está em manutenção, disse o sindicato. Essa caldeira também fornece energia para a Reduc, além de tratar os resíduos de monóxido de carbono da planta.

Procurada, a assessoria de imprensa do MPT disse que fiscais foram acionados para irem ao local apurar a situação dos funcionários.

(Por Jeb Blount)