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Refinaria Reduc da Petrobras tem vazamento em caldeira; opera normalmente

REUTERS

25 Agosto 2014 | 20h 56

A Petrobras confirmou nesta segunda-feira que a refinaria Duque de Caxias (Reduc), que fica na região metropolitana do Rio de Janeiro, sofreu vazamento em uma de suas caldeiras a vapor, e que realizava sua manutenção.

A companhia disse que as unidades na refinaria estão operando "normalmente", mas não especificou se a produção foi afetada.

O presidente do sindicato responsável pelos trabalhadores na unidade falou à Reuters sobre o vazamento na manhã desta segunda-feira.

O vazamento, descoberto no domingo, ocorreu na unidade U-1320 ligada à refinaria. A caldeira é parte de um sistema que ajuda a fornecer calor e outras energias para a planta, explicou Simão Zanardi, presidente Sindicato dos Petroleiros de Caxias (Sindipetro Caxias).

A Reduc é a quarta maior refinaria do país e tem capacidade para processar cerca de 240 mil barris de petróleo por dia. Com uma outra caldeira fora de serviço para manutenção programada, a unidade U-1320 que sofreu o vazamento é uma das únicas fontes importantes de energia térmica para Reduc, disse o sindicato.

O sindicato afirmou que planejava falar com representantes da Petrobras e do Ministério Público do Trabalho (MPT) sobre o vazamento e pediu que a unidade U-1320 fosse fechada enquanto o vazamento estiver sendo reparado, disse Zanardi.

O sindicato tem se queixado sobre uma série de acidentes nas refinarias da Petrobras, que busca impulsionar a produção doméstica de combustíveis como gasolina e diesel, em um esforço para reduzir as importações. Na semana passada, um trabalhador morreu de queimaduras sofridas em uma refinaria da Petrobras em Manaus.

Também no domingo, a Reduc teve que evacuar trabalhadores que atuavam na manutenção da caldeira que está em manutenção, disse o sindicato. Essa caldeira também fornece energia para a Reduc, além de tratar os resíduos de monóxido de carbono da planta.

Procurada, a assessoria de imprensa do MPT disse que fiscais foram acionados para irem ao local apurar a situação dos funcionários.

(Por Jeb Blount, Edição de David Gregorio)

((Tradução Redação Rio de Janeiro, 5521 2223-7104))

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