Helvio Romero/Estadão
Helvio Romero/Estadão

Reforma da Previdência quer acabar com todos os privilégios, diz ministro

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Wellington Moreira Franco, disse que o Brasil inventou o Robin Hood às avessas com as regras atuais da Previdência

Adriana Fernandes, O Estado de S.Paulo

01 Dezembro 2017 | 12h17

BRASÍLIA - O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Wellington Moreira Franco, disse que o Brasil inventou o Robin Hood às avessas com as regras atuais da Previdência. Em tom dramático, o ministro disse que a Previdência sem reforma vai quebrar o País.

Em mensagem e vídeo postados na rede Twitter, Moreira defendeu a reforma e afirmou que a Previdência no Brasil tira dos mais pobres, para dar aos mais ricos. "Temos o maior sistema de transferência de riquezas do mundo, só que transfere dos necessitados para os mais privilegiados: a Previdência Social", disse.

O ministro no vídeo postado pede que as pessoas cobrem dos deputados o apoio à votação da reforma.

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"Eu acredito que você que conhece um deputado federal haverá de dizer para ele que quer numa sociedade em que todos tenham o mesmo direito", disse o ministro no vídeo.

Segundo Moreira, "poucos privilegiados" que se aposentam antes e trabalham menos e pagam muito mais.

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"Mesmo assim, muita gente tem se empenhado para manter os privilégios dos que ganham mais, mesmo sabendo que isso irá inviabilizar o pagamento aos mais pobres e ainda quebrará o país, trazendo de volta a recessão e a inflação".

Para ele, a previdência é um dos programas que mais favorecem a concentração de renda no Brasil. Ele voltou afirmar que por conta do grande déficit, serviços de saúde, educação e segurança deixam de ser custeados. "Isso acaba prejudicando as populações mais carentes", disse.

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As declarações do ministro acontecem num momento de definição de o governo vai colocar em votação da proposta de reforma até o final do ano, apesar da falta de votos dos aliados.

Em jantar no domingo com lideranças, o presidente vai avaliar o quadro para a votação.

Assista ao vídeo:

 

 

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