Marcos Correa/PR
Marcos Correa/PR

Reforma da Previdência tem de ser feita e ponto final, diz diretor da OCDE

Outro desafio, segundo Álvaro Pereira, é a baixa produtividade da economia; para ele, é 'importante que a onda de reformas no Brasil não pare por aqui'

Fernando Nakagawa, Eduardo Rodrigues e Lu Aiko Otta, O Estado de S.Paulo

28 Fevereiro 2018 | 12h53

BRASÍLIA - O diretor de estudos de países e economista-chefe adjunto da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), Álvaro Pereira, fez uma forte defesa da reforma da Previdência no Brasil como maneira de controlar a trajetória da dívida pública. “A reforma tem de ser feita seja agora, daqui a um ano ou depois, mas tem de ser feita”, disse.

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“É fundamental que o Brasil faça a reforma da Previdência. Sem a reforma, haverá problema na dívida pública. A reforma previdenciária tem de ser feita e ponto final”, disse o economista português. Pereira sugere que a mudança nas regras da Previdência com adoção de idade mínima ligada à expectativa de vida. “Como chegar lá? É uma questão política, de diálogo”.

Outro desafio, disse o economista, é a baixa produtividade da economia brasileira. No relatório anual sobre o Brasil da organização, o País tem um dos piores indicadores entre todas as economias comparadas. O ambiente de negócio só melhorará com as reformas, disse o economista.

Pereira defendeu que é “importante que a onda de reformas no Brasil não pare por aqui”. “As reformas podem reduzir a pobreza e a desigualdade e aumentar competitividade”, disse, ao citar que há vários outros problemas, como elevado gasto com juros. “O Brasil gasta mais em juros da dívida que em educação ou em saúde. É fundamental reduzir a carga da dívida e dos juros”, disse.

Sem dar detalhes, o economista avaliou como “impressionante” o avanço das reformas estruturais no Brasil nos últimos meses. “O que o Brasil tem feito em reformas nos últimos meses é impressionante. Acompanho 50 países e posso dizer que poucos fizeram o que vocês fizeram”, disse.

Outro elogio foi feito à retomada do crescimento. Para o economista, a retomada da atividade é “cada vez mais saudável” porque tem sido liderada pelas exportações e o aumento do investimento. 

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