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Hélvio Romero/Estadão

Reforma trabalhista deve ser votada antes que a da Previdência

Maia disse esperar votação do projeto de lei que muda as leis do trabalho em até duas semanas, após a Páscoa

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Daniel Weterman, Francisco Carlos de Assis ,
O Estado de S.Paulo

20 Março 2017 | 22h04

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), confirmou em coletiva que a reforma trabalhista deve ser aprovada na Casa antes da reforma da Previdência. Ele destacou que espera a votação do projeto de lei com a readequação trabalhista em até duas semanas após a Páscoa, que é no dia 16 de abril.

Para a reforma da Previdência, Maia acredita que a votação e a aprovação do texto deve ocorrer entre fim de abril e começo de maio. Sobre a ordem de votação, Maia disse que já havia anunciado “há muito tempo” e que essa “esticada” na votação da PEC da Previdência, como classificou, é favorável para criar um ambiente de aprovação das medidas do governo no Congresso.

“Acho que é uma esticada correta, acho que a gente vai dando ao governo um ambiente favorável às reformas e a certeza que elas [AS PROPOSTAS]vão melhorar muito as condições econômicas do País”, disse, após fazer um discurso na cerimônia de posse do Conselho de Administração da Câmara Americana de Comércio Brasil-Estados Unidos (Amcham), na capital paulista.

Em meio à “batalha – termo usado por ele – para convencer os parlamentares e a sociedade que a reforma enviada pelo governo é boa, Maia disse que consultores do governo e do Congresso estão dando pareceres equivocados aos deputados e incentivando as críticas que o texto vem recebendo. “Aqueles que têm um sistema diferenciado hoje têm trabalhado contra a reforma por meio das assessorias, das consultorias. Tanto parte do governo como parte do Congresso trabalham contra as reformas.”

Maia disse que consultores técnicos até do seu partido, o DEM, têm repassado pareceres equivocados a deputados. “Sobre todas as teses que foram vendidas a eles, inclusive por consultores da Casa e do próprio partido[DEM], nós precisamos falar a verdade”, disse Maia.

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