ANDRE DUSEK/ESTADÃO
ANDRE DUSEK/ESTADÃO

Relator da reforma diz que governo tem entre 290 e 310 votos a favor da Previdência

Deputado Arthur Maia (PPS-BA) também não descartou novas mudanças em texto no plenário, por meio de emendas aglutinativas

Felipe Frazão e Eduardo Rodrigues, O Estado de S.Paulo

06 Dezembro 2017 | 12h06

BRASÍLIA - Após café da manhã no Palácio do Alvorada com o presidente Michel Temer, o relator da Reforma da Previdência na Câmara dos Deputados, Arthur Maia (PPS-BA), afirmou que o governo tem hoje entre 290 e 310 votos favoráveis à medida. Ele também não descartou novas mudanças em texto no plenário, por meio de emendas aglutinativas.

"Acho que temos hoje entre 290 e 310 votos. Caminhamos para ter uma aprovação o mais rápido possível", afirmou, ao deixar o Alvorada. "Os governadores de Estado e prefeitos que influenciam os parlamentares devem dar sua contribuição", completou.

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O vice-líder do governo na Câmara, Beto Mansur (PRB-SP), disse que a data de votação da reforma da Previdência deve ser definida hoje à noite, durante jantar do presidente Michel Temer com partidos aliados e deputados no Palácio da Alvorada, em Brasília. Mansur afirmou que as bancadas estão fazendo um levantamento de votos favoráveis para verificar o total atingido. Segundo Mansur, atualmente o governo conta com cerca de 260 votos.

Temer precisa atingir 308 votos para aprovar a reforma e defende que o tema seja pautado apenas se os partidos indicarem ter garantido o mínimo de votos para aprovação. "A decisão de marcar a data da discussão e início da votação é do presidente (da Câmara) Rodrigo Maia (DEM-RJ)", ponderou Arthur Maia.

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O relator afirmou que atenderia o pedido do presidente interino do PSDB, Alberto Goldman, para ir a uma reunião da bancada do partido e dar os "esclarecimentos necessários" aos parlamentares, que ainda pedem mudanças no novo texto apresentado por ele.

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"Minha condição como relator de fazer concessões (no texto da reforma) é muito limitada. Mas claro que não estão descartadas mudanças no texto. Eventuais mudanças tem quer ser feitas por emendas aglutinativas dos líderes ou destaques discutidos no plenário", disse o relator. A não aprovação também é uma possibilidade, quem define é o plenário", acrescentou.

Ele voltou a afirmar que o atual sistema previdenciário é injusto e desafiou os opositores da reforma a apontarem uma perda de direitos dos menos favorecidos com as mudanças.

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"Nós somos sócios desse projeto de Brasil porque votamos a favor do impeachment e apoiamos o governo. Podemos disputar as eleições do ano que vem com o Brasil crescendo a 0,5% ou zero. Ou aprovar a Previdência e disputar com o Brasil crescendo a 3,5%", concluiu. 

Negociação. O presidente nacional do PSD, ministro Gilberto Kassab (Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações), afirmou nesta quarta-feira que o partido não tem nenhum encaminhamento para obrigar os deputados a votarem a favor da reforma da Previdência, embora não descarte o chamado fechamento de questão na bancada. Kassab disse está conversando com os 38 deputados, mas que não haverá punição.

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Ele calcula que o partido - ao qual pertence o ministro da Fazenda Henrique Meirelles - pode dar 25 votos favoráveis às mudanças nas regras da aposentadoria. Durante o café da manhã oferecido pelo presidente Michel Temer no Palácio da Alvorada, o ministro e o líder da bancada, deputado Marcos Montes (PSD-MG), estimaram que hoje 15 deputados do PSD votem a favor da Previdência. Na semana passada eram oito.

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