Andressa Anholete/AFP
Andressa Anholete/AFP

Resultado do PIB mostra que a recuperação da economia está consolidada, diz Dyogo

O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, destacou o crescimento do consumo das famílias e dos investimentos, e disse que a expansão do PIB em 2017 pode chegar a 1%

Eduardo Rodrigues, O Estado de S.Paulo

01 Dezembro 2017 | 13h00

BRASÍLIA - O Ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, também usou o Twitter para comentar o crescimento de 0,1% do PIB no terceiro trimestre e disse que a expansão do Produto Interno Bruto em 2017 pode chegar a até 1%. A projeção oficial do governo para a alta do PIB neste ano é de 0,5%.

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"Carry-over de 2017 está em 1% e sinaliza que o crescimento deste ano poderá ser de 1%", destacou Oliveira, referindo-se à taxa de carregamento do PIB até setembro.

Para o ministro, o resultado do terceiro trimestre divulgado hoje pelo IBGE mostra que a recuperação da economia está consolidada. Ele citou o crescimento de 4,8% do consumo das famílias e de 6,7% do investimento, no dado anualizado.

"Pela primeira vez após quatro anos, os dois principais componentes da demanda - o consumo das famílias e o investimento - registram crescimento positivo no mesmo trimestre", ressaltou Oliveira. "O consumo das famílias registra também o terceiro trimestre consecutivo de alta, reflexo da recuperação do mercado de trabalho e da massa salarial, além das medidas de estímulo, como a liberação do FGTS", completou.

Ele ressaltou que a indústria da transformação, as exportações e o comércio também cresceram pelo trimestre consecutivo, o que significa uma expansão gradual e continuada desses setores. "O PIB do terceiro trimestre só não veio melhor porque as importações registraram forte crescimento, o que não deixa de ser boa notícia, pois isso confirma que a economia doméstica está mais aquecida. Esse é mais um sinal de retomada", avaliou.

Oliveira alertou, no entanto, que a trajetória positiva para os próximos trimestres mostra necessidade de aprovação das reformas, principalmente a da Previdência. Segundo ele, as reformas são necessárias para tornar o crescimento sustentável.

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