Rezende: programa nuclear brasileiro é modesto

O ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, admitiu hoje que, atualmente, o programa nuclear brasileiro é "modesto", mesmo adjetivo usado pelo diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Mohamed ElBaradei, sobre o mesmo tema, em visita ao Brasil. "O programa nuclear brasileiro está modesto, e o Mohamed tem toda a razão. Mas ele está modesto, porque ele (o programa) ficou paralisado por 15 anos, e não havia perspectiva de construir novas usinas", afirmou. Na análise de Rezende, o governo tem feito tudo para cumprir a meta de oito usinas nucleares até 2030. "Estamos tomando medidas para aumentar a capacidade de enriquecimento de urânio da INB (Indústrias Nucleares do Brasil) e estamos tomando medidas para explorar novas jazidas. Então, ele está modesto, mas é ambicioso e vai ser acelerado nos próximos anos", disse. O ministro informou ainda que o governo também tem se preocupado com a formação de profissionais capacitados para trabalhar na construção das usinas. "A formação de recursos humanos na área nuclear ficou em um plano inferior durante muitos anos. Então, nos próximos dias, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ) lançará edital para concessão de bolsas de mestrado e doutorado para várias áreas estratégicas, e a área nuclear é uma delas", disse. "Agora, nós temos que ganhar o tempo perdido, e vamos trabalhar para dar ao programa a dimensão que ele precisa ter", afirmou. O ministro lembrou que o governo tem meta de 5% da matriz energética do País originada de energia nuclear em 2030. O ministro participou de cerimônia de anúncio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), de investimentos de R$ 120 milhões para 112 projetos inovadores em instituições de ensino, hoje no Rio.

ALESSANDRA SARAIVA, Agencia Estado

07 Dezembro 2007 | 13h18

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