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Ricardo Flores renuncia à presidência da Previ; Dan Conrado assume

Flores deixa o cargo por decisão da presidente Dilma Rousseff, após uma disputa por poder contra o presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, seu antigo colega de banco 

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David Friedlander, de O Estado de S. Paulo, e Altamiro Silva Júnior, da Agência Estado ,

25 Maio 2012 | 13h01

 

 

Texto atualizado às 16h07 

SÃO PAULO - O economista Ricardo Flores acaba de renunciar ao cargo de presidente da Previ (fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil). O comunicado foi feito durante reunião do Conselho Deliberativo. Ele deixará a fundação no próximo dia 1º de junho, quando completará 30 anos de Banco do Brasil. 

O vice-presidente de Varejo, Distribuição e Operações do BB, Dan Conrado, foi escolhido para comandar o fundo, informa comunicado do banco público.

Dan Conrado é bacharel em direto, carioca, tem 47 anos, funcionário de carreira do BB desde 1980, onde tomou posse como menor aprendiz. No banco público, ocupou funções de administrador de agência, superintendente e foi responsável pelo integração do BB com a Nossa Caixa, comprado do governo paulista em 2008. Além disso, atuou como conselheiro des empresas como Weg, Celesc e Brasilprev.

Em reunião realizada hoje no Rio, o Conselho Deliberativo da Previ elegeu Conrado para o mandato 2010-2014, segundo a nota do BB. O nome de Conrado já vinha sendo cogitado para comandar a Previ.

Disputa com Bendine

Flores, que estava à frente da Previ desde junho de 2010, deixa o cargo por decisão da presidente Dilma Rousseff, após uma disputa por poder contra o presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, seu antigo colega de banco. Já Conrado é aliado de Bendine.

No último dia 11, o presidente da Brasilprev, Sergio Rosa renunciou ao cargo para cuidar de questões familiares. Rosa foi presidente da Previ antes de Flores. Agora, especula-se que Flores vai assumir o comando da Brasilprev.

Antes da renúncia, os conselheiros da Previ aprovaram o encerramento e arquivamento de uma apuração interna sobre eventuais irregularidades na compra de um imóvel feita por Flores, que quitou parte da transação com dinheiro vivo. A operação foi considerada normal pelos conselheiros da Previ por unanimidade.

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