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Risco de falta de energia passa de ‘baixíssimo’ para ‘baixo’, diz governo

Eduardo Rodrigues e Nivaldo Souza

12 Março 2014 | 20h 15

Avaliação de comitê é que a garantia no fornecimento de energia está nas termelétricas

BRASÍLIA - Apesar de dizer que o sistema elétrico apresenta-se estruturalmente equilibrado, "com sobras", o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) considerou o risco de suprimento energético como de "baixa" probabilidade, em comunicado divulgado nesta quarta-feira, após reunião na sede do Ministério de Minas e Energia. Na reunião do CMSE realizada em fevereiro, o comunicado divulgado ao final do encontro falava em "baixíssima probabilidade".

A avaliação feita pelo CMSE é de que a garantia do suprimento está nas termelétricas em funcionamento, cujo uso deve ser intensificado "sempre que necessário, como complementação à geração hidrelétrica". "Portanto, a não ser que ocorra uma série de vazões pior do que as já registradas, evento de baixa probabilidade, não são visualizadas dificuldades no suprimento de energia elétrica no País em 2014", completa a nota. Em fevereiro, o comunicado tinha essa mesma frase, mas tratava o evento como de "baixíssima probabilidade".

A nota de hoje, lida pelo secretário de Energia Elétrica do ministério, Ildo Grüdtner, afirma que houve ampliação das capacidades de geração e transmissão no País. De acordo com o documento, considerando um risco de déficit de 5%, há um excedente de 6.200 megawatts (MW) médios no sistema, equivalentes a 9% da carga de 67.000 MW médios previstos para 2014.

O comitê destacou que o sistema de alta pressão no oceano que impedia as chuvas sobre os principais reservatórios vem enfraquecendo. Nos primeiros 10 dias de março, as afluências verificadas na região Sudeste/Centro-Oeste foram equivalentes a 61% da média histórica para o período, enquanto no Nordeste foram de 25%. No Sul (143%) e no Norte (117%) as afluências no mês estão acima da média histórica.