Dida Sampaio|Estadão
Dida Sampaio|Estadão

Saiba como foi a semana em Economia & Negócios

Destaques foram o anúncio da divisão do lucro do FGTS com o trabalhador, a inflação que ficou abaixo do piso da meta pela 1ª vez desde 2007 e a geração de 35,9 mil vagas de emprego em julho

O Estado de S.Paulo

12 Agosto 2017 | 00h10

A semana entre os dias 7 e 11 de agosto teve como destaque o presidente Michel Temer afirmando que a equipe econômica estudava um aumento na alíquota do Imposto de Renda como estratégia para melhorar a arrecadação em 2018. A notícia, entretanto, foi desmentida no mesmo dia, à noite, pelo Planalto, que acabou cedendo à forte reação de deputados da base, contrários à criação de uma alíquota de 30% a 35% para quem ganha mais de R$ 20 mil. 

Apenas 325,5 mil brasileiros ganhavam R$ 20 mil reais por mês ou mais em 2015, segundo o IBGE, e seriam potencialmente afetados pela criação desa nova alíquota no Imposto de Renda. O grupo representa apenas 0,3% da população ocupada no País, mas detém forte poder de pressão

Além disso, Temer anunciou que mais de 95 milhões de brasileiros serão beneficiados com remuneração extra nas contas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) até o fim deste mês. A Caixa Econômica Federal dividirá R$ 7 bilhões em 240 milhões de contas de forma proporcional ao saldo que cada uma tinha depositado no último dia de 2016.

 

 

 

 

Confira outros destaques da semana.

Inflação. Após substituição da bandeira verde pela bandeira amarela e aumento da alíquota PIS/Cofins sobre combustíveis, a inflação teve alta de 0,24% mês de julho, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). 

Em 12 meses, o indicador registrou alta de 2,71%, a menor variação acumulada nessa comparação desde fevereiro de 1999, quando o resultado foi de 2,24%. Nos primeiros sete meses do ano, a inflação teve alta de 1,43%, o menor resultado nessa comparação desde o início da série histórica, em 1994.

Emprego.  A economia brasileira criou 35,9 mil novos empregos com carteira assinada em julho, no quarto mês consecutivo de resultado positivo. Os números divulgados nesta quarta-feira, 9, indicam também que a melhora foi generalizada. Até então, o único setor que abria mais vagas do que fechava era o da agropecuária. Dessa vez, cinco setores tiveram crescimento.

No mês passado, a indústria liderou a criação de vagas e também houve contratação no comércio, serviços, agropecuária e construção civil. 

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