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Salário mínimo em 2012 será de R$ 616, diz Dilma

Agência Estado

28 Fevereiro 2011 | 09h 50

O valor, que é 13% maior que o mínimo em vigor a partir desta terça, considera um PIB de 7% em 2010 mais a inflação neste ano

A presidente Dilma Rousseff prevê que o salário mínimo em 2012 deve chegar a R$ 616,00, um aumento de 13% em relação aos R$ 545,00. O texto sancionando o mínimo foi publicado nesta segunda-feira, 28, no Dário Oficial da União. A lei estabelece as diretrizes para a política de valorização do salário mínimo até 2015 e corresponde a variação do INPC e mais o PIB de dois anos anteriores. A lei entra em vigor a partir de terça-feira, 1º, e não tem efeito retroativo.

O cálculo, feito por Dilma no programa semanal de rádio Café com a Presidenta que foi ao ar hoje, leva em consideração um crescimento do Produto Interno Bruto de (PIB) de, aproximadamente, 7% em 2010 mais a inflação de 2011. Ela disse considerar esse reajuste "um ganho real importante" para o trabalhador.

No programa de hoje, Dilma defendeu mecanismo aprovado no Congresso Nacional de aumento do salário mínimo até 2015. O cálculo do valor continua o mesmo (inflação mais crescimento do PIB de dois anos anteriores), mas o acréscimo passa a ser definido por decreto, sem a necessidade de passar por votação no Congresso. De acordo com a presidente, agora, "todos sabem de antemão" quais são os critérios usados pelo governo para a ampliação.

"O principal é que agora temos uma lei que dá segurança e estabilidade para o trabalhador e para a trabalhadora que ganha um salário mínimo", afirmou. Para Dilma, "é preciso garantir que o salário mínimo não perca o valor" e, além disso, deve aumentar o poder de compra do trabalhador. "O que nós queremos é continuar a valorização do salário mínimo para gerar riquezas e para fazer a roda da economia girar com vigor. Porque o salário mínimo tem impacto direto na vida das pessoas e na economia do País. Isso significa mais comida na mesa, uma vida melhor para muita gente, e mais dinheiro circulando", disse.

(Com Rosana de Cassia, da Agência Estado)