Sanepar cogita nova oferta de ações para este ano

A Sanepar acaba de convocar assembleia para o fim do mês para votar esse assunto e colocou na pauta que a implementação do programa de units está condicionada a uma alteração do estatuto social

O Estado de S.Paulo

13 Outubro 2017 | 05h00

A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) está planejando uma oferta subsequente (follow on) ainda para este ano. Para tirá-la do papel, contudo, precisará que seus acionistas minoritários aprovem a conversão de suas ações preferenciais em units, que são depósitos de ações. Entre eles, o assunto é visto com cautela. Tanto é que os minoritários passaram a exigir mecanismos firmes de governança corporativa para pensar em dar o aval para a mudança. A preocupação, depois de muita dor de cabeça ao longo do ano por conta das revisões tarifárias, é de surpresas caso o próximo governo do Paraná mude as regras por lá.

A Sanepar acaba de convocar assembleia para o fim do mês para votar esse assunto e colocou na pauta que a implementação do programa de units está condicionada a uma alteração do estatuto social para incluir “uma nova competência para o conselho de administração”. A percepção, no entanto, é que, além de generalista, esse movimento é muito frágil, já que uma simples canetada do governo poderia acentuar o risco regulatório.

Uma alternativa para o follow on da Sanepar ocorrer, visto que o governo do Paraná precisa de caixa, seria emitir apenas ações ordinárias, que hoje estão quase que na totalidade nas mãos do Estado. Porém, há dois grandes problemas: as ações ordinárias não têm liquidez e circulam abaixo de seu valor patrimonial, o que impediria fazer a oferta. No follow on, Itaú BBA e Morgan Stanley foram contratados. Procurada, a Sanepar não comentou por estar em período de silêncio. 

 

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