Santa Catarina assume o segundo lugar da lista

Santa Catarina assume o segundo lugar da lista

Com bom desempenho em segurança e infraestrutura, o Estado ficou atrás apenas de São Paulo

José Fucs, O Estado de S.Paulo

20 Setembro 2017 | 05h00

Em meio à disputa entre os Estados para ganhar posições no ranking de competitividade, o desempenho de Santa Catarina se destaca. Ano após ano, o Estado vem demonstrando consistência em sua performance e agora alcançou o melhor resultado em todos os tempos. No ranking de 2017, Santa Catarina superou o Paraná e tornou-se o segundo Estado mais competitivo do País, atrás apenas de São Paulo. “A melhoria da competitividade é fundamental para estimular o crescimento e viabilizar os investimentos sociais”, afirmou ao Estado o governador Raimundo Colombo (PSD), que cumpre o segundo mandato.

Para chegar lá, Santa Catarina melhorou em dois dos três principais pilares da pesquisa – segurança pública e infraestrutura – e se manteve estável no terceiro – sustentabilidade social. O Paraná, que caiu para o terceiro lugar no ranking, piorou em dois dos pilares com maior peso – sustentabilidade social e segurança pública – e melhorou só no pilar infraestrutura.

Segundo Colombo, o bom desempenho no pilar segurança é reflexo dos investimentos em tecnologia e no aumento do efetivo policial, assim como em sua qualificação. Para ele, a melhoria do policiamento resultou em 17 mil prisões nos primeiros sete meses de 2017 e está na raiz dos ataques recentes feitos contra forças de segurança. “Apesar dos avanços, o desafio continua, porque é uma área crítica.”

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Neste ano, o Estado contratou 1.084 novos PMs, aprovados no último concurso público, todos com nível universitário, o equivalente a 10% do efetivo anterior, com salário inicial de R$ 4.850. Desde 2011, o efetivo da PM já aumentou em cerca de 50%, de 5.103 para mais de 11 mil policiais. Também foram contratados mais 320 agentes de segurança, entre policiais civis, delegados e agentes periciais.

Além do aumento da força policial, o Estado instalou 3.000 câmaras para monitoramento das ruas das principais cidades do Estado e desenvolveu um aplicativo, o PMSC Mobile, para tablets e smartphones, que permitiu a redução do tempo de registro das ocorrências, de acordo com Colombo, de 50 minutos para 10 minutos. Hoje, conforme informações oficiais, todas as viaturas da PM, em 100% dos municípios, dispõem do equipamento, que tem sistema de GPS e permite acesso ao banco de dados central da polícia, para verificação da situação criminal de suspeitos e do registro de armas, além de uma impressora térmica portátil.

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Aeroporto. Em infraestrutura, o aeroporto de Florianópolis, antes administrado pela estatal Infraero, agora está sob o comando da Zurich Airports, da Suíça, e registra melhorias no serviço. O Estado também investiu, segundo Colombo, R$ 7 bilhões em obras de duplicação de rodovias e de modernização do setor portuário, para facilitar o escoamento da safra e exportações.

A folga para investir veio, em parte, de dois empréstimos internacionais de R$ 2 bilhões feitos em 2012, que permitiram uma redução de R$ 50 milhões mensais nos gastos de rolagem da dívida estadual. Ao mesmo tempo, para estimular a atividade econômica, o governo cortou para 3% a alíquota de ICMS do setor têxtil, que tem peso importante na economia local e vinha perdendo espaço para os produtos chineses. A medida contribuiu para manter empregos na área e alavancou um crescimento de 25% nas exportações em 2016.

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