AFP PHOTO / GEORGE CASTELLANOS
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Segundo oposição, inflação acumulada em 12 meses na Venezuela chega a 8.878,1%

De acordo com a Assembleia Nacional, liderada pela oposição do país, inflação no primeiro trimestre de 2018 foi de 454%

Reuters

11 Abril 2018 | 20h02

CARACAS - Os preços subiram 454% nos primeiros três meses deste ano na Venezuela, de acordo com a Assembleia Nacional -liderada pela oposição do país- cujos números estão alinhados com os de economistas independentes. A inflação acumulada nos últimos 12 meses, segundo a Assembleia Nacional, é de 8.878,1%.

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O país sul-americano atravessa uma crise de profundas dimensões, com milhões de pessoas sofrendo com escassez de alimentos  e uma moeda que enfraquece significativamente todos os dias.

A inflação mensal em março foi de 67%, abaixo dos 80% do mês anterior. O banco central do país não publica dados de inflação há mais de dois anos.

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No entanto, a autoridade monetária venezuelana publica dados de oferta monetária, a soma de dinheiro com cheques, poupanças e outros depósitos. O montante aumentou mais de 2.900% nos últimos 12 meses, o que, sem um aumento na oferta de bens e serviços, é uma das causas da inflação.

O Fundo Monetário Internacional prevê que a hiperinflação na Venezuela vai chegar a 13.000% em 2018.

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O presidente Nicolas Maduro atribui os problemas inflacionários a uma “guerra econômica” travada contra a Venezuela pelos Estados Unidos, a oposição e os empresários.

Em junho, a moeda bolivariana terá três zeros cortados e suas cédulas substituídas. A medida é uma tentativa do governo de enfrentar a escassez de moeda em meio à crise inflacionária em que o país está mergulhado.

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