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Serviços podem liderar demissões

A taxa de desemprego da Pnad Contínua atingiu 9% em novembro, maior valor desde o início da série histórica, em 2012. O aumento ocorre principalmente pela deterioração da atividade, com queda de 4% do PIB em 2015, bem como pelo crescimento da força de trabalho, com o contínuo influxo de pessoas à População Economicamente Ativa. Em média, 11,5 milhões estarão desocupados em 2016.

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Tiago Cabral Barreira*

19 Fevereiro 2016 | 22h36

A construção civil, um dos setores que lideravam a queda da população ocupada ao longo do ano, surpreendeu e teve leve recuperação, com a primeira alta desde junho de 2014. Especula-se o aumento do trabalho informal, que constitui metade do setor. Espera-se, em 2016, que o setor permaneça fraco, num cenário em que é improvável a abertura de novos estabelecimentos comerciais, de escassez de crédito imobiliário e de inadimplência.

Por outro lado, há grande deterioração do setor de serviços prestados às empresas, que, ao contrário do primeiro semestre de 2015, vem deteriorando-se mês a mês. O setor pode apresentar a maior queda da população ocupada neste ano, atingindo a liderança nas demissões, até então ocupadas pela construção e indústria.

*Consultor externo para a área de Mercado de Trabalho do Ibre/FGV

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