Setor de varejo continua como ‘queridinho’ entre analistas

Setor de varejo continua como ‘queridinho’ entre analistas

B2W, Magazine Luiza e Pão de Açúcar estão entre as principais indicações

Beth Moreira, O Estado de S.Paulo

07 Outubro 2017 | 05h00

O setor de varejo mais uma vez é destaque entre as recomendações de bancos e corretoras. B2W, Magazine Luiza e Pão de Açúcar estão entre as principais indicações, em meio a perspectiva de melhora nas vendas com a retomada da economia e ajustes pontuais feitos pelas empresas. Também ganham espaço nos portfólios os setores de construção, siderurgia, seguros e alimentos.

A XP Investimentos trocou Lojas Americanas ON pela sua controlada, a B2W ON. A analista Bruna Pezzin destaca que a empresa de comércio eletrônico está passando pela transição de modelo de negócios de e-commerce “puro” para um modelo híbrido (que inclui marketplace). “Uma vez estabelecido, o modelo de marketplace é muito interessante e por ter rentabilidade marginal maior”, afirma.

A Lerosa retirou BRF e incluiu Pão de Açúcar PN. O analista Vitor Suzaki explica que a entrada da varejista ocorre diante da perspectiva positiva para o terceiro trimestre deste ano, tanto pelos dados setoriais já divulgados como também fruto da melhoria implantada na empresa ao longo de 2017, com conversões de hipermercados para o formato de ‘atacarejo’ e a implantação bem sucedida dos aplicativos em seus programas de fidelidade, aumentando vendas sem prejuízo nas margens.

A Magliano, por sua vez, adicionou Magazine Luiza no portfólio. Para os analistas Pedro Galdi e Carlos Soares, a busca por tornar sua estrutura de vendas cada vez mais eletrônica tem papel fundamental na evolução dos resultados do varejista.

Os analistas destacam que o negócio físico no varejo também mostrou crescimento, principalmente pelo desempenho das lojas do Nordeste e virtuais, e pelas vendas de Smart TVs e Smartphones.

Também entraram na carteira da Magliano Duratex ON, Minerva ON e as units da SulAmérica. Sabesp ON foi mantida. Sobre a Duratex, os analistas citam os primeiros sinais de retomada do “efeito formiga” (pequenas reformas em residências), o que deve beneficiar a empresa. A respeito de Minerva, os profissionais avaliam que o enfraquecimento de imagem da JBS abriu espaço para a Minerva consolidar fatia no mercado interno, mas também se beneficiar dos ativos adquiridos da própria JBS nos países vizinhos para exportação.

Após a crise econômica ter afetado severamente os serviços de seguros, a equipe da Magliano acredita que a SulAmérica, com sua diversificação, deve ter melhoras nos resultados dos dois próximos trimestres.

A Terra Investimentos incluiu MRV ON na carteira em substituição à Petrobrás PN. Sobre a construtora, o analista de investimentos Régis Chinchila destaca que o principal vetor para investimento em ativos de construção civil é a recuperação econômica via corte de taxa básica de juros, o que deve atrair novos negócios e melhora quantitativa nos financiamentos.

Já a Planner adicionou as ações preferenciais da Gerdau no lugar das units da Taesa, diante da expectativa de melhores resultados no terceiro trimestre de 2017. O analista de investimentos Mário Roberto Mariante destaca que as vendas de aços longos no Brasil ainda estão fracas, mas espera que os dois aumentos de preços, em julho e setembro, e os bons números das unidades no exterior permitam à Gerdau elevar seus lucros no terceiro trimestre e nos próximos.

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