Sinduscon-SP: cai pessimismo no setor de construção

Os empresários da construção civil estão menos pessimistas em relação ao cenário atual e otimistas com relação às perspectivas para o setor, segundo a 39ª Sondagem Nacional da Indústria da Construção, realizada em maio pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP) e pela FGV Projetos, com apoio da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). Foram entrevistados 241 empresários da construção de todo o Brasil.

CHIARA QUINTÃO, Agencia Estado

09 Junho 2009 | 16h17

A melhora do humor em relação à pesquisa anterior, feita três meses atrás, resultou de medidas anunciadas pelo governo federal de apoio ao setor, como o programa "Minha Casa, Minha Vida", e a mudança das alíquotas de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), conforme o Sinduscon-SP. Na comparação com o levantamento feito um ano atrás, porém, os números da pesquisa demonstram que ainda há influência da crise financeira internacional.

Segundo a pesquisa, indicadores acima de 50 indicam otimismo e abaixo de 50 apontam pessimismo. O indicador nacional do desempenho das empresas ficou em 45,9, em maio, com alta de 9,9% nos últimos três meses, o que demonstra menos pessimismo. Houve queda de 24% em relação à sondagem de 12 meses atrás. No Estado de São Paulo, o indicador ficou em 45,5, com alta de 11,9% em relação a fevereiro e redução de 24,5% em um ano.

No critério perspectivas de desempenho, os empresários estão otimistas, segundo o Sinduscon-SP, acreditando "na aceleração da atividade econômica nos próximos meses". O indicador nacional foi de 52,5, com aumento de 28,3% no trimestre, mas redução de 17,6% em 12 meses. O indicador paulista também ficou em 52,5, com alta de 32,6% no trimestre, mas queda de 16,7% no ano.

Nos critérios perspectivas de evolução de custos, condução da política econômica e inflação reduzida, os empresários também demonstraram otimismo. O indicador nacional de perspectivas de evolução dos custos ficou em 54,8 em maio, com queda de 4,9% em relação a fevereiro, explicada, conforme o Sinduscon-SP, pelas negociações salariais no estado de São Paulo. Na comparação com um ano atrás, houve alta de 42,7%. Para a condução da política econômica, o indicador foi de 51,9 em maio e, para inflação reduzida, 62,3.

Com lógica contrária aos itens anteriores, o critério dificuldades financeiras ficou em 56,7 no Brasil e em 59,5 em São Paulo, com queda de 4,2% e de 1,7%, respectivamente, no trimestre. Nesse item, valores acima de 50 indicam pessimismo, e a queda aponta melhora.

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