Sergio Roberto Oliveira/Estadão
Sergio Roberto Oliveira/Estadão

Sócios fazem acordo em disputa na Usiminas

Acordo define que Nippon e Ternium vão alternar o direito de definição do comando do dia a dia e do conselho da empresa

Mônica Scaramuzzo e Fátima Laranjeira, O Estado de S.Paulo

09 Fevereiro 2018 | 05h00

A Usiminas informou ontem que suas principais acionistas, a ítalo-argentina Ternium e a japonesa Nippon, fecharam ontem acordo inicial para estabelecer novas regras em suas relações e terminar a briga que se arrasta há cerca de quatro anos na siderúrgica. 

O acordo visa a adoção de medidas para solucionar todas as disputas legais pendentes em relação ao negócio. Segundo fontes de mercado, pode também abrir espaço para a atração de um eventual novo sócio. 

Um dos principais aspectos do conflito entre os dois grupos residia no direito de indicar o principal executivo da empresa. Ontem, Ternium e Nippon divulgaram que cada parte irá nomear o presidente do conselho e o diretor-presidente da companhia por dois mandatos consecutivos de dois anos – ou seja, por até quatro anos.

Inicialmente, a Nippon terá o direito de escolher o presidente do conselho da Usiminas, enquanto a Ternium apontará o diretor-presidente da empresa. Os nomes escolhidos agora poderão ficar no cargo até 2022. A partir de então, a relação se inverte: a Nippon escolherá o executivo que tomará conta do dia a dia dos negócios, enquanto a Ternium definirá o líder do conselho de administração. 

Dentro desse acordo, a Ternium pretende manter no cargo o atual diretor-presidente, Sérgio Leite, enquanto a Nippon deve nomear Ruy Hirschheimer presidente do conselho – o executivo foi presidente da Electrolux na América Latina e também comandou a trading Bunge no País. Inicialmente os mandatos vão até 2020, mas poderão ser renovados por mais 24 meses. 

++ Após quase ir à falência, Usiminas reage e aposta na recuperação da Economia

A diretoria será composta por seis membros, incluindo o diretor-presidente – as nomeações serão divididas de forma que cada sócio escolha os nomes de 50% dos executivos. 

As partes acertaram que nenhum dos grupos poderá adquirir ações com direito a voto da Usiminas em circulação até o fim do atual acordo de acionistas – a não ser que tenha autorização da outra sócia. Ambas poderão, porém, vir a exercer o direito de preferência em eventual novas emissão de papéis.

Em comunicado, Ternium e Nippon afirmaram que o acordo tem a intenção de ampliar a parceria entre as sócias, melhorar a governança e ampliar a expansão da empresa. 

Mais conteúdo sobre:
Usiminas

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.