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Sonda que adernou no Campo de Marlim está estabilizada

SABRINA VALLE - Agencia Estado

28 Fevereiro 2014 | 15h 04

A sonda de perfuração que adernou no Campo de Marlim, em Campos, está estabilizada na posição horizontal desde pouco depois das 6h, segundo o Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense. A sonda "Noble Paul Wolff" adernou por volta de 1h da madrugada, chegando a 3,5 graus de inclinação, segundo a Petrobras. Já houve, no passado, plataformas que adernaram 12 graus sem que houvesse qualquer dano.

A inclinação, no entanto, é um problema que precisa ser imediatamente resolvido, pois a perfuração segura do poço, para funcionários e, em termos ambientais, depende da estabilidade da unidade.

A perfuração foi interrompida, o poço fechado e a inclinação corrigida sem danos ou feridos em pouco mais de cinco horas.

Acima do mar, a sonda da Noble a serviço da Petrobras se assemelha a uma plataforma, podendo até ser chamada assim. Debaixo d''água, grosseiramente comparando, funciona como uma broca gigante. A sonda que adernou podia perfurar a até 9 mil metros de profundidade total.

Há diferentes formas de se estabilizar uma plataforma em alto mar, enfrentando ondas de 8 metros sem haver deslocamento.

No caso de águas rasas, a estabilização pode ser feita com âncora. A sonda em questão opera a 2,8 mil metros de lâmina d''água, profundidade que inviabiliza o sistema de ancoragem tradicional.

No caso da Noble Paul Wolff a estabilização é feita com um sistema de posicionamento dinâmico. Isso significa que um conjunto de hélices coordenados por um sistema eletrônico corrige a cada instante a estabilidade da unidade.

A "Noble Paul Wolff" é uma sonda do tipo semissubmersível, ou seja, parte dela pode ficar sob a água. A característica é importante para situações em que é necessário ter grande estabilidade (no caso de uma perfuração, por exemplo) e rapidez de locomoção (para ser deslocada a outros campos).

A perfuração de um poço pode durar em média quatro meses. Depois desse período, a sonda é retirada e substituída por uma unidade de produção, seguindo para outra localidade, para começar uma nova perfuração.

Conforme informado mais cedo pela Petrobras, o incidente ocorreu devido a alagamento em um dos tanques da embarcação, causado por falha na válvula do sistema de lastro, responsável pelo controle da estabilidade da unidade.

O chamado sistema de lastro é composto, nesta sonda, por três "pernas", ou três tanques, que podem ser enchidos com água ou esvaziados. Para ficar mais pesado (durante a perfuração) os tanques são enchidos com água do mar. Para ser deslocado a outro campo, os tanques são esvaziados e a plataforma fica mais leve.

A inclinação acontece e precisa ser imediatamente corrigida quando há uma falha no monitoramento do volume de água.

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