Teles impulsionam alta dos fundos de ações

A aposta forte em telecomunicações foi a estratégia dos gestores de fundos de ações promovidos de B para A em novembro, segundo rating elaborado pela Agência Estado em parceria com o Ibmec Educacional. A escolha contribuiu para a melhora de classificação pois as empresas de telefonia conduziram a recuperação da bolsa naquele mês. O gestor de renda variável do JP Morgan, Eduardo Favrin, disse que o banco aproveitou setembro - após os atentados terroristas contra os Estados Unidos - para aplicar no setor. Segundo o especialista, os papéis ficaram muito baratos e tinham maior potencial de valorização. Os fundos JP Morgan Classic Fia e o JP Morgan Equities Fia foram promovidos para a nota máxima. "Quando o índice (da bolsa paulista) estava perto dos 10.500 pontos entramos mais pesado em teles", contou o gestor de renda variável da Santos Asset Management, Eduardo Fornazier, responsável pelo Santos Portfólio, fundo com patrimônio de R$ 3 milhões, também elevado para A. De acordo com Fornazier, 50% da carteira está alocada em papéis do segmento, sendo que as teles fixas possuem uma fatia de 37% e as celulares, de 13%. As ações preferenciais da Telemar tiveram destaque em novembro, com cinco pontos porcentuais acima de sua fatia no Índice Bovespa - acumulando 20% dos recursos do fundo. O diretor de fundos da Corretora Banrisul, Álvaro Kafruni, alocou 15% da carteira do Banrisul FAB - outro fundo que passou de B para A - em papéis da Telesp Celular. Somente em novembro, as ações preferenciais da operadora móvel subiram 39,96%%, de acordo com dados da Economática. Os gestores consultados afirmaram pretender elevar ou manter a participação do setor de telecomunicações nas carteiras, daqui para a frente. Favrin, do JP Morgan, contou que os dois fundos promovidos - Classic e Equities - permanecerão com maior concentração no setor. Para ele, telecomunicações manterá potencial de ganhos. O estudo, elaborado pelo professor do Ibmec Educacional, Antonio Zoratto Sanvicente, classificou em novembro 313 fundos de ações, selecionados entre os que tinham patrimônio líquido superior a R$ 1 milhão. Dos fundos analisados no Rating AE/Ibmec, apenas 41 receberam nota máxima, o equivalente a 13,09%. Em outubro, haviam sido classificados com rating A 77 fundos de ações, dentre 305 analisados, ou 25,24%.

Agencia Estado,

21 Dezembro 2001 | 10h57

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