Joédson Alves|EFE
Joédson Alves|EFE

Temer comemora aprovação da reforma trabalhista na CCJ

Palácio do Planalto já vinha considerando o dia de ontem positivo desde cedo

Tânia Monteiro, O Estado de S.Paulo

29 Junho 2017 | 01h05

Brasília - O presidente Michel Temer estava no Palácio do Jaburu acompanhando a votação da reforma trabalhista na Comissão de Constituiução e Justiça (CCJ) do Senado e comemorou o resultado. "Os 16 a 9 na CCJ do Senado na Modernização Trabalhista comprovam que a base do governo continua firme e forte", disse ao Estado, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha.

Já o ministro-chefe da Secretaria-geral,  Moreira Franco, resumiu o momento dizendo que, com esse novo passo, na CCJ, "as mudanças necessárias para que o Brasil supere a maior crise econômica de nossa história avançam". Para o ministro "esse é o caminho que seguiremos sem vacilações, pois é o caminho para recuperar emprego e renda do povo trabalhador brasileiro". 

O Palácio do Planalto já vinha considerando o dia "positivo" desde cedo. Primeiro, com a repercussão da dura fala do presidente, em reação à decisão do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, de denunciá-lo. O apoio dos parlamentares no dia anterior e a romaria de deputados e senadores durante toda a quarta-feira, sinalizavam que o Michel Temer estava no caminho certo, informavam interlocutores, que já consideravam que o presidente tinha "saído das cordas". Disseram, por exemplo, que deputados e senadores pediam cópia do pronunciamento de Temer, do dia anterior, que serviria de embasamento para a defesa do governo e deles próprios, para votar a favor do presidente, em suas bases.

"A onda está virando", comentou um outro assessor palaciano, ao listar resultados positivos da quarta-feira. Nas redes sociais, a repercussão era considerada muito boa porque os comentários endossavam as críticas de Temer a Janot, principalmente condenando o acordo que beneficiou o empresário Joesley Batista, da JBS. Outra vitória foi a saída de Renan Calheiros, da liderança do PMDB. Também foi considerado dado positivo, o ministro do STF Edson Fachin não ter concedido os 15 dias que Janot queria para ele se defender no Supremo, o que consideram apenas mais uma manobra do procurador para postergar a tramitação da denúncia. Temer continua com pressa para votar e derrubar a proposta. Está convencido de que tem os votos necessários para rejeitar a denúncia.

A nomeação de Raquel Dodge, a primeira mulher a assumir o cargo de procuradora-geral da República também consideram que foi bem recebido.

Por fim, o número de votos  maior do que estava sendo esperado pelo governo, que chegou a pensar no apertado placar de 14 a 12. Depois de um mês de bombardeio dia após dia, o presidente, de acordo com auxiliares, poderia dormir aliviado. Mas tanto Temer quanto seus assessores sabem que novos petardos estão sendo preparados por Janot e muitas outras batalhas terão de ser vencidas.

 

 

 

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