Hélvio Romero/Estadão
Hélvio Romero/Estadão

Temer diz que frigoríficos envolvidos em fraude são casos pontuais

Presidente ressaltou que, dos 4.850 frigoríficos em funcionamento no Brasil, apenas três foram interditados e 19 serão investigados

Daniel Weterman e Francisco Carlos de Assis, O Estado de S.Paulo

20 Março 2017 | 11h53

O presidente da República, Michel Temer, afirmou, em seu discurso na cerimônina de posse do Conselho da Câmara Americana de Comércio (Amcham) em São Paulo, que não poderia deixar de falar da "questão da carne brasileira". Ele afirmou que a totalidade das plantas frigoríficas no Brasil, em número igual a 4.850, não pode ser prejudicada por episódios pontuais.

O peemedebista ressaltou que, do total de frigoríficos em funcionamento no Brasil, apenas três foram interditados e 19 serão investigados. "Serão investigados. Não quer dizer que foram julgados", disse Temer, lembrando que no domingo se reuniu com empresários e embaixadores de países importantes da carne brasileira e depois foram para um churrascaria.

Temer ressaltou ainda que dos 853 mil embarques de carnes para o exterior ao longo dos últimos seis meses, apenas 184 foram considerados pelos importadores fora da conformidade, muitas vezes por causa de temas não sanitários, como rotulagem e preenchimento de certificados.

O presidente disse ter feito questão de tratar do assunto na posse do Conselho da Amcham porque os Estados Unidos são um grande comprador da carne brasileira.

Reformas. Temer voltou a falar que o Congresso é o "senhor" da reforma da Previdência, sinalizando que reconhece prováveis mudanças no texto que o governo encaminhou ao Legislativo e que está sendo discutido na Câmara. 

"O Congresso é o senhor desta matéria agora porque é lá que se dará o debate", disse o presidente. Ele lembrou que, após aprovada a proposta, a reforma não dependerá de sanção do Executivo porque a PEC já será promulgada no Congresso. "Nós temos a convicção de que os companheiros congressistas tem consciência da necessidade de se fazer o ajustamento da Previdência", afirmou. 

 

Ele destacou que a proposta do Planalto iguala as regras para os diversos setores de empregados e defendeu a idade mínima estabelecida no projeto, de 65 anos, falando que são "pouquíssimos" os países que não têm estabelecido o limite. Ele destacou que a reforma vai ajudar no controle das contas públicas.

Temer afirmou ainda que a reforma trabalhista é mais facilmente 'aprovável' do que uma emenda constitucional, pois precisa apenas de maioria simples na Câmara e no Senado para ser aprovada. "Suponho que logo será aprovada essa readequação trabalhista", declarou. 

Ele defendeu a valorização das negociações coletivas de trabalho, que consta no projeto, e disse que o projeto regulamenta o que já está garantido na Constituição. 

O presidente destacou o diálogo que o governo estabeleceu com o Congresso e disse que isso garantiu a aprovação de medidas "difíceis", como o teto de gastos. Para ele, as reformas são "corajosas" e fazem com que o Brasil volte a crescer. "Nós não tomamos medidas populistas, mas temos absoluta certeza de que são medidas populares", destacou. 

O presidente destacou que populistas são medidas com efeito imediato, mas irresponsáveis. Para as medidas populares, Temer disse que "lá adiante" é que o benefício que elas trazem serão reconhecidos. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

0 Comentários

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.