Sergie Karpukhin/AP
Sergie Karpukhin/AP

Temer diz que juros vão cair para um dígito 'em brevíssimo tempo'

Presidente se reuniu com Vladimir Putin em Moscou e evitou referências à reforma trabalhista, que sofreu derrota em comissão do Senado na véspera

Andrei Netto, enviado especial, O Estado de S.Paulo

21 Junho 2017 | 10h13

MOSCOU - O presidente Michel Temer reuniu-se por mais de duas horas com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, nessa quarta-feira, 21, no Kremlin, em Moscou. Na oportunidade, o brasileiro afirmou que os juros no Brasil, definidos pelo Banco Central, vão "em brevíssimo tempo" cair à casa de um dígito. Atualmente, a Selic está em 10,25% ao ano. A próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, que define a taxa, começa em 25 de julho. A decisão será divulgada no dia seguinte.

O encontro bilateral foi o primeiro desde o início da gestão do brasileiro. Em um rápido diálogo aberto aos jornalistas, Putin lembrou que a cooperação bilateral é estreita tanto no interior dos Brics, quanto no G20, e que o Brasil " é um dos principais parceiros na América Latina ". O presidente russo lamentou a queda no comércio bilateral em 2016 e disse que os dois países devem trabalhar para aprofundar as trocas.

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Temer afirmou que está em sua quarta visita a Moscou e em um segundo encontro com Putin, e que os resultados têm sido "sempre muito positivos ". "Temos economias parecidas ", disse. O presidente mencionou ainda as reformas em curso - sem fazer alusão alguma à reforma trabalhista, que enfrentou uma derrota no Senado na terça-feira -, o combate à inflação e a política de juros. ""Em brevíssimo tempo teremos juros de um dígito no país", disse Temer. 

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O presidente brasileiro defendeu ainda um diálogo franco e aberto no G20 e no grupo de grandes emergentes BRICS, além das Nações Unidas, "onde nós defendemos sempre as mesmas teses". Ao final da reunião, Temer e Putin farão uma declaração conjunta e assinarão acordos bilaterais.

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