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Tonon Bioenergia prevê duplicar cogeração

Eduardo Magossi - O Estado de S.Paulo

08 Abril 2011 | 00h 00

Com investimentos de R$ 370 milhões, grupo quer chegar a 2015 com produção de energia[br]de 535 GWh por ano

A Tonon Bioenergia vai investir R$ 370 milhões na duplicação de sua produção de bioeletricidade por meio da queima de bagaço de cana-de-açúcar. Para isso, o grupo sucroenergético procura um parceiro que banque parte dos recursos, que deverão ser aplicados em quatro anos.

A Tonon Bioenergia é formado pelas usinas Santa Cândida, localizada em Bocaína (SP), e Vista Alegre, em Maracajú (MS). A Tonon Bioenergia é controlada pela Tonon Holding, da família Tonon, que detém 82% das ações. Os outros 18% pertencem à DGF Investimentos, que fez um aporte de R$ 86 milhões na empresa em 2010.

Segundo o diretor da DGF Investimentos, Humberto Casagrande, o objetivo da operação é encontrar uma alternativa para bancar o crescimento da empresa sem ter de optar pela consolidação nem buscar recursos no BNDES. "Como estamos recebendo propostas de várias empresas, decidimos buscar uma opção que garantisse a expansão de nosso negócio", disse. Para isso, a Tonon contratou os serviços da Czarnikow para modelar um projeto de crescimento.

Por esse projeto, a empresa pretende expandir a capacidade de processamento de cana das usinas dos atuais 5,4 milhões para 6,6 milhões de toneladas até 2014/15. Nesse período, a produção de cogeração deve mais que dobrar, de 261 para 535 gigawatt/hora (GWh) por ano. O excedente de energia exportável deverá passar de atuais 160 GWh para 376 GWh. "O objetivo é criar um modelo de crescimento ao mesmo tempo sustentável e que seja atrativo para o parceiro investidor", afirma Luis Felipe Trindade, gerente de corporate Finance da Czarnikow.

Processamento. O diretor da Tonon Holding, Francisco Tonon Neto, disse que o projeto prevê principalmente a expansão da unidade Vista Alegre e a maximização de produção da unidade Santa Cândida. Segundo ele, a capacidade de processamento deve passar de atuais 2,5 milhões de toneladas para 3,4 milhões de toneladas na Vista Alegre, com a cogeração de energia exportável saltando de 80 GWh para 202 GWh. Já na Santa Cândida, a maximização de eficiência energética deve elevar o volume de energia exportável de 80 GWh para 174 GWh.

Casagrande explica que a empresa já está em processo de separação dos ativos de cogeração das duas usinas para a criação de uma sociedade de propósito específico (SPE).

Pelo projeto elaborado pela Czarnikow, o investidor construiria a unidade de cogeração e seu retorno viria da receita da venda de um percentual da energia gerada. A usina entraria com a matéria-prima e também receberia energia para operar suas máquinas. Além disso, a usina também teria direito a uma parcela da receita de venda. No longo prazo, a unidade de cogeração passaria para a usina.

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