Renata Okumura/Estadão
Renata Okumura/Estadão

Trabalhadores dos Correios fazem manifestação no Centro de SP

Em protesto por aumento de salários, funcionários que estão em estado greve há mais de duas semanas interditaram parte da Avenida Paulista nesta quarta-feira

Renata Okumura, O Estado de S.Paulo

04 Outubro 2017 | 13h23

Em estado de greve há duas semanas em todo o País, os funcionários dos Correios realizam nesta quarta-feira, 4, uma manifestação na região central de São Paulo. Os manifestantes fecharam parcialmente a Avenida Paulista no começo de tarde e, por volta das 13h, seguiam pela Rua da Consolação em direção ao Vale do Anhangabaú.

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e a Polícia Militar (PM) acompanham a manifestação, que segue pacífica. Parte da Rua da Consolação, no sentido do Centro, foi bloqueada para carros.

A greve acontece por um impasse na negociação salarial para o próximo ano base, que começou em agosto último. Os Correios oferecem a manutenção de benefícios e 3% de reajuste em salários, que passariam a vigorar a partir de janeiro de 2018. 

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Os trabalhadores, por sua vez, pedem 10% de aumento nos benefícios e reajuste de R$ 300 nos salários, equivalente a cerca de 18% de aumento para o piso da categoria, que hoje é de R$ 1.613.

Para o manifestante Robson Carvalho, carteiro há 11 anos, a luta da categoria é por mais direitos trabalhistas. "Para suprir rombo (de receita da empresa), os Correios estão demitindo. Não acho justo. Além disso, estão cortando plano médico de familiares", reclamou o funcionário.

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A greve dos funcionários dos Correios, que atinge todo o País, começou no dia 20 de setembro. Trabalhadores também reforçam que são contra a privatização da estatal. "Os nossos direitos não podem ser tirados. Queremos nossos benefícios e não queremos a privatização", disse André Luiz que participa da manifestação.

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Além do protesto, uma audiência de conciliação será realizada nesta quarta-feira, às 16h, no Tribunal Superior do Trabalho (TST), em Brasília, entre os Correios e as federações que representam os funcionários da estatal.

Em 28 de setembro, o vice-presidente do TST, Emannoel Pereira, no entanto, declarou a greve abusiva.

Em São Paulo, mutirões foram realizados aos fins de semana para diminuir o estoque de entregas que ficou acumulado nas agências em razão da paralisação.

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