Yana Paskova/NYT
Yana Paskova/NYT

Trabalhadores protestam em etiqueta de roupa da Zara por falta de pagamento

Funcionários turcos de uma empresa terceirizada da Zara afirmam que estão há três meses sem receber salários e indenizações trabalhistas

Ricardo Rossetto, O Estado de S.Paulo

06 Novembro 2017 | 12h16
Atualizado 08 Novembro 2017 | 16h14

Os clientes da varejista Zara, em Instambul, na Turquia, encontraram etiquetas diferentes dentro das roupas na última semana. 

Trabalhadores turcos de uma empresa terceirizada que fabrica roupas para a marca espanhola começaram a visitar as lojas da empresa nos shoppings e deixar etiquetas dentro das camisetas, calças e casacos, com a seguinte mensagem: "Eu produzi essa pela que você vai comprar, mas ainda não fui pago por esse trabalho". 

A ideia da manifestação é incentivar os consumidores da marca a pressionarem a Zara para pagar pelo serviço feito.

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Os trabalhadores afirmam que a empresa terceirizada Bravo lhe deve três meses de salário, além de indenizações trabalhistas. 

O Estado perguntou à marca espanhola de que maneira a situação seria resolvida na Turquia. Em resposta, a empresa Inditex, proprietária da Zara, afirmou que pagou todas as obrigações contratuais à fornecedora Bravo Tekstil e definiu com os afiliados locais da IndustriALL, Mango e Next a criação de um fundo especial para indenizar os trabalhadores afetados pelo desaparecimento fraudulento dos proprietários da Bravo.

A nota diz ainda que os recursos cobrirão danos e inconvenientes causados ​​aos funcionários que estavam empregados no momento do fechamento súbito da fábrica em julho de 2016. "O Grupo está comprometido em colaborar com todos os esforços para encontrar uma solução aos trabalhadores", escreveu a Inditex. 

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