Clayton de Souza/Estadão
Clayton de Souza/Estadão

Bradesco vai privilegiar 'prata da casa' na escolha de presidente

Anúncio de substituto pode acontecer antes do calendário de sucessão

Aline Bronzati, Broadcast

11 Outubro 2017 | 12h39

O presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi, afirmou nesta quarta-feira, 11, que "a instituição tem condições de escolher dentro do atual quadro de executivos quem será o novo presidente." 

O executivo ainda disse que o calendário de sucessão no comando do banco vai até março, quando ocorre a assembleia para eleição do Conselho de Administração da instituição, e que o anúncio de seu substituto pode ser feito antes desse prazo. Ele aproveitou para classificar a sucessão como um "processo", garantindo que o seu substituto ainda não foi escolhido.

"A Organização fez um trabalho forte de desenvolvimento de executivos nos últimos anos, com inserção internacional", afirmou.

De acordo com Trabuco, a organização é complexa, grande e segmentada e essas características vão refletir na escolha do profissional que o sucederá. Lázaro de Mello Brandão, que permanecerá na presidência do Conselho de Administração das empresas controladoras do banco, lembrou que o nome do substituto de Trabuco tem de ser submetido ao Banco Central 30 dias antes de ser aprovado em assembleia de administração, que ocorrerá em março de 2018.

Dentre os cotados para assumir o comando do Bradesco, conforme relevou ontem o Estadão/Broadcast, um dos nomes mais aventados no mercado, segundo fontes, é o do vice-presidente de tecnologia do Banco, Mauricio Minas. Ele comandou toda a revolução tecnológica dentro da instituição, atuou na integração do HSBC e ainda no desenvolvimento do banco digital da instituição, o Next.

No entanto, a disputa pela presidência do Bradesco incluiria ainda os demais vice-presidentes da instituição: Alexandre Glüher, responsável pela área de Relações com Investidores e que foi crucial na integração do HSBC, maior aquisição da história do banco, e Josué Pancini, que comanda a rede de agências do banco e está há bastante tempo na cadeira de vice-presidente.

Há quem considere também os mais novatos no quarto andar da Cidade de Deus, Marcelo Noronha, que cuida de cartões e banco de investimentos, Octavio de Lazari, que responde por seguros, e André Cano, de Recursos Humanos. Os últimos, embora considerados na escolha do substituto do Trabuco, estão há menos tempo na cadeira de vice-presidente e, portanto, as chances seriam menores. Domingos Abreu, embora seja um forte nome no Banco estaria fora do páreo, após ser mencionado na Operação Zelotes.

Ontem, o Bradesco anunciou, em fato relevante ao mercado, a troca na presidência do seu Conselho de Administração, com a eleição de Trabuco, que seguirá acumulando também o comando do banco até março do ano que vem.

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