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Economia

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Executivos do Bradesco lamentam morte e destacam legado de Agnelli

Ex-presidente da Vale integrou quadro do banco por anos

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Aline Bronzati,
Estadão Conteúdo

20 Março 2016 | 12h59

O presidente do Conselho de Administração do Bradesco, Lázaro de Mello Brandão, e o presidente do banco, Luiz Carlos Trabuco Cappi, lamentaram, em nota ao Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, o falecimento de Roger Agnelli, que integrou o quadro do banco por anos, e familiares. O empresário, esposa, filhos, genro é hora morreram no sábado na queda de um avião, zona norte de São Paulo.

"Lamentamos a perda de Roger Agnelli e familiares em trágico acidente. Ele integrou por muitos anos nosso corpo de executivos, período no qual manteve conduta responsável e correta. Cumpriu com êxito os desafios a ele designados, como a construção da holding Bradespar e a gestão da Vale. Agnelli teve uma existência relevante e deixa legado de trabalho sério e determinado", destacou Brandão.

Trabuco lembrou que ele e Agnelli formaram parte na mesma geração de executivos do Bradesco, além de suas qualidades como pessoa e na gestão de negócios. "Ficamos consternados com a informação da perda do Roger Agnelli e familiares. Muita tristeza e muito pesar, pois formamos parte na mesma geração de executivos do Bradesco. Continuamos tendo vínculos, depois, ao sermos contemporâneos, no Rio. O Roger no comando da Vale e, eu, na Bradesco Seguros. Foram anos de convívio sempre agradável e de aprendizado mútuo. Seu estilo expansivo no trato pessoal e resoluto na gestão dos negócios marcou um período de grandes transformações mundiais", afirmou Trabuco

O presidente do Bradesco disse ainda que, na Vale, Agnelli foi "sinônimo de energia". "Fica a saudade e a lembrança, acima de tudo, de um amigo de todas as horas, um entusiasta pela vida e pelo trabalho", acrescentou.

No ano passado, o Bradesco perdeu dois executivos, Marco Antônio Rossi, presidente da Bradesco Seguros e Lúcio Flávio Condurú de Oliveira, da Bradesco Vida e Previdência, além do piloto que também trabalhava para o banco, também em um acidente de avião.

WPP. O grupo de serviços de comunicações WPP, do qual Agnelli fazia parte, lamentou, em nota, a morte do empresário. "O grupo WPP e seus 190.000 profissionais em 112 países expressam as mais profundas condolências sobre a trágica perda do colega Roger Agnelli, sua esposa Andrea e família. Palavras não podem expressar nossa tristeza. Nós estendemos nossos sentimentos aos familiares de Roger e seus muitos amigos", diz o texto. 

"Ele era um homem maravilhoso, feliz e otimista. Um grande brasileiro. Suas contribuições como membro do conselho de administração fez da WPP uma empresa melhor. Ele fará muita falta e será sempre lembrado calorosamente por todos nós", disse o CEO global da companhia, Martin Sorrell.

A Vale também se solidarizou com a família do empresário. "Durante os dez anos em que Roger presidiu a Vale, a companhia se consolidou como a maior produtora global de minério de ferro e a segunda maior mineradora do mundo. Foi durante sua gestão que a Vale intensificou sua estratégia de expansão global, que levou a Vale a um novo patamar no mercado global de mineração", diz em nota.

 

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