REUTERS/Jon Nazca
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UE decide sobretaxar aço laminado a quente vendido pelo Brasil

Decisão ocorre após queixa de siderúrgicas europeias de que o produto usado para construção e maquinários estava sendo vendido a preços excessivamente baixos

O Estado de S.Paulo

06 Outubro 2017 | 12h52

BRUXELAS - A União Europeia (UE) decidiu sobretaxar o aço laminado a quente do Brasil, Irã, Rússia e Ucrânia, após queixa de siderúrgicas europeias de que o produto usado para construção e maquinários estava sendo vendido a preços excessivamente baixos.

A UE cobrará uma tarifa antidumping de 17,6 a 96,5 euros (20,6 a 112,8 dólares) por tonelada a partir de sábado, informou o diário oficial do bloco nesta sexta-feira, 6.

A Comissão Europeia inicialmente havia proposto estabelecer um preço mínimo - de 472,27 euros por tonelada -, mas revisou a proposta depois de não receber o apoio de países membros da UE.

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Entre as empresas sujeitas à sobretaxa estão as unidades brasileiras de ArcelorMittal e Aperam, que também produzem na Europa, a Companhia Siderúrgica Nacional, Usiminas e Gerdau - com taxas entre 53,4 e 63 euros por tonelada.

O aço iraniano estará sujeito a uma taxa de 57,5 euros por tonelada e a ucraniana Metinvest Group à cobrança de 60,5 euros.

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As taxas para os produtores russos variaram entre 17,6 euros para a PAO Severstal, 53,3 euros para a Novolipetsk Steel e 96,5 euros por tonelada para a MMK.

A Comissão também encerrou sua investigação sobre as importações de aço da Sérvia sem propor medidas. /REUTERS

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