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Uso da capacidade instalada na indústria fica em 81,1% em abril, diz CNI

Reuters

03 Junho 2014 | 11h 40

A indústria manteve em abril o baixo ritmo de operação verificado em março, com retomada modesta do faturamento e queda nos demais indicadores, refletindo desaquecimento da atividade.

Em abril, a utilização da capacidade instalada na indústria brasileira ficou em 81,1 por cento em abril, segundo números dessazonalizados, estável em relação a março após dados revisados, informou nesta terça-feira a Confederação Nacional da Indústria (CNI).

"A utilização da capacidade instalada caiu em 15 dos 21 setores considerados, o que reforça a avaliação de baixa atividade da indústria em abril", avaliou a entidade.

A CNI informou ainda que, em abril, o faturamento real dessazonalizado da indústria subiu 2,7 por cento frente a março, recuperando apenas parcialmente o recuo de 6,4 por cento ocorrido no mês anterior.

As horas trabalhadas na produção diminuíram 0,1 por cento em abril na comparação com o mês anterior, enquanto o emprego retrocedeu 0,6 por cento. A massa salarial caiu 1,3 e o rendimento médio teve baixa de 0,2 por cento.

No acumulado do ano até abril, houve aumento no faturamento (0,7 por cento), no emprego (1,2 por cento), na massa salarial real (5,3 por cento) e no rendimento médio real (4,1 por cento). Já as horas trabalhadas, indicador que mais reflete a produção, tiveram retração de 1,8 por cento no período.

O setor industrial continua mostrando resultados fracos, contribuindo para o baixo crescimento da economia. No primeiro trimestre, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu apenas 0,2 por cento em comparação ao trimestre imediatamente anterior.

No período, o setor industrial encolheu 0,8 por cento frente aos três últimos meses do ano anterior.

A perda de fôlego da economia deste ano também foi fortemente influenciada pela queda de 2,1 por cento dos investimentos no trimestre passado, comparado com os três meses anteriores, marcando três trimestres seguidos de retração e um indicador adicional da falta de dinamismo no setor produtivo.

(Por Luciana Otoni)