Uso de drones dispara com maior demanda de usinas

Um dos principais fabricantes desses equipamentos no Brasil espera fechar 2017 com um aumento de 100% da receita

O Estado de S.Paulo

11 Setembro 2017 | 06h01

Ouso de drones na atividade agropecuária vem ganhando cada vez mais espaço. A Xmobots, um dos principais fabricantes desses equipamentos no Brasil, espera fechar 2017 com um aumento de 100% da receita. A diretora comercial da empresa, Thatiana Miloso, diz à coluna que as usinas de cana-de-açúcar são as que mais têm demandado a tecnologia para fazer levantamentos topográficos precisos e obter os resultados rapidamente. Os dados são essenciais para a colheita mecanizada. “Um cliente que em 2016 tinha 5 drones, neste ano, comprou mais 9”, conta Thatiana. Grandes agricultores também têm buscado o produto para identificar focos de doença, surgimento de pragas nas lavouras e para medir a extensão dos danos.

Avante. A regulamentação do uso comercial de drones pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), em maio, foi fundamental para o aumento do uso da tecnologia. Desde então mais de 16 mil drones para todos os usos foram registrados pelo órgão. O setor agrícola lidera a demanda no Brasil, afirma Emerson Zanon, organizador da principal feira de drones do País, a Drone Show. O Estado de São Paulo, maior produtor de cana-de-açúcar do mundo, concentra os registros: 5,9 mil. 

Laranja doce. Voltaram rumores de que a Louis Dreyfus Company (LDC) vai se desfazer de ativos de suco de laranja no Brasil, onde tem quatro unidades processadoras e um terminal portuário. A multinacional vendeu uma fábrica em Winter Garden, na Flórida (EUA), para o grupo israelense Prodalim. A empresa é sócia da Gota Doce, produtora de suco em Duartina (SP) e não esconde intenção de crescer no País. A LDC nega os rumores.

Laranja azeda. Mais de três anos após ser autorizado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômico (Cade), o Consecitrus não avança. O estatuto da entidade, que vai arbitrar os preços a serem pagos pela fruta, é uma determinação do Cade, mas associações de citricultores e as indústrias produtoras de suco de laranja não chegam a acordo. Na semana passada, pediram mais esclarecimentos ao Cade. 

De volta às origens. A Associação Brasileira de Criadores de Zebu (ABCZ) assessora uma possível venda de mil touros e matrizes (vacas) da raça gir para a Índia, de onde vieram os primeiros exemplares para o Brasil, há mais de meio século. Os animais serão para reprodução e fomento de rebanho leiteiro local. 

Peneira. O diretor da ABCZ, Eduardo Falcão, conta à coluna que a associação está selecionando animais. Ele acredita que o embarque possa ocorrer ainda neste ano. “Estamos cumprindo os trâmites da negociação”, afirma.

Já combinado. A Cooperativa Central Aurora Alimentos, de Chapecó (SC), deve conquistar novo mercado ainda este ano. Mario Lanznaster, presidente da Aurora, espera a habilitação, pela Rússia, da unidade de carne suína de Joaçaba.

China. O Brasil acredita na rápida resolução do caso de dumping aberto pela China contra as exportações de carne de frango. O diretor da Aliança Agro Ásia Brasil, Marcos Jank, afirma à coluna que o produto brasileiro, principalmente pés de frango, não compete com o chinês. “Não vemos dumping e isso será demonstrado.” Jank, que cita uma escalada de conflitos de interesses no comércio global, auxiliou a Associação Brasileira de Proteína Animal a encontrar um escritório de advocacia para fazer a defesa brasileira.

Para todos. A indústria nacional de fertilizantes quer que o produto importado também recolha ICMS quando vendido no mercado interno. O Sindicato Nacional da Indústria de Matérias-Primas para Fertilizantes (Sinprifert) propôs ao Cotepe, grupo do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), uma alíquota única de 4%. O assunto deve ser discutido em outubro.

É só vantagem. A medida estimularia a produção nacional, diz Eduardo Monteiro, presidente do Sinprifert. A equiparação, enfatiza, daria competitividade ao adubo nacional. Em dois anos, a produção poderia crescer 1 milhão de toneladas e projetos de um total de US$ 13 bilhões seriam viabilizados. Monteiro diz que o produtor não perde, já que, pela proposta, ele teria crédito do imposto pago na compra de adubos.

Batata quente. Lideranças do agronegócio de Santa Catarina pediram ao governo do Estado incentivo para que outra empresa assuma a planta frigorífica da Seara que será fechada pela JBS em Morro Grande, no sul do Estado. Até o momento, não veio resposta.

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