Reuters
Reuters

Vale e Banco do Brasil estão entre as ações indicadas

Nesta semana, a pedido da coluna, os analistas elegeram suas principais recomendações no setor elétrico

Karin Sato, O Estado de S.Paulo

17 Fevereiro 2018 | 05h00

O relatório de produção da Vale, publicado nesta semana, impressionou a equipe de analistas da XP Investimentos, que optou por incluir o papel na carteira desta semana. “Os números vieram fortes, dentro das expectativas do mercado... Ficou claro para nós que a companhia continua priorizando rentabilidade”, explicou a analista Bruna Pezzin, da XP.

“Os resultados completos da Vale referentes ao quarto trimestre de 2017 serão publicados em 27 de fevereiro. Continuamos otimistas com o desempenho das ações em bolsa no curto prazo, tendo em vista uma soma de fatores, com destaque para o movimento de melhora da governança corporativa associado a preços elevados de minério de ferro, que se traduzem em forte geração de caixa.”

A Magliano trocou todo o portfólio, que passou a ser composto por Banco do Brasil, Hypera Pharma, Iochpe Maxion, Pão de Açúcar e Telefônica Brasil. A respeito da indicação da ação do BB, o analista Carlos Soares disse acreditar que as grandes empresas estatais iniciaram uma profunda reestruturação. Além do próprio BB, ele citou Petrobrás e Eletrobrás.

++ Vale tem produção recorde de minério de ferro em 2017

“Isso acaba sendo bom, pois os indicadores de eficiência do banco têm um histórico inferior aos de seus concorrentes privados. Assim, esperamos melhora dos resultados, que serão conhecidos no dia 22”, afirmou.

Sobre Pão de Açúcar, Soares disse que a queda da inflação e dos juros são vetores importantes para a melhora do consumo. Isso deve se refletir de maneira mais consistente nos próximos resultados da companhia.

Já o analista Vitor Suzaki, da Lerosa, indicou BRF, que pode apresentar melhora no balanço do quarto trimestre de 2017, com expectativa de avanço no cenário doméstico e ganho de participação de mercado.

Nesta semana, a pedido da coluna, os analistas elegeram suas principais recomendações no setor elétrico. Apenas para esclarecer dúvidas recentes de leitores, não necessariamente esses papéis estão entre as cinco ações que compõem as carteiras. A cada semana, os analistas falam sobre temas que estão no radar dos investidores.

O time da Coinvalores disse que, para o investidor mais conservador, a recomendação é Alupar, que combina potencial de expansão e boa perspectiva de retorno via proventos (benefícios, como dividendos). Já para os mais arrojados, a indicação é Copel. “O papel está descontado em bolsa, na comparação com ações de concorrentes, e conta com interessante perspectiva de distribuição de proventos”, ressaltou o analista Felipe Silveira.

++ Para ganhar mercado na China, Vale busca atrair pequenas siderúrgicas locais

A Magliano vê potencial de alta para Copel, Energias do Brasil, AES Tietê e Taesa. No caso da Copel, Soares lembrou que ela está reduzindo seu programa de investimentos, visando a readequar sua estrutura de capital. “A companhia não se apresenta prejudicada como a Cemig em relação a dívidas e pode tirar proveito disso, ampliando sua carteira de ativos ou até promovendo venda de ativos para reestruturar seu foco de negócios”, afirmou.

A Lerosa citou Taesa entre as preferências no setor elétrico, em razão das receitas corrigidas pela inflação, maturidade das operações e da política de dividendos. “Empresas que podem passar por processos de fusão, aquisição ou mudança de controlador também ficam no radar, como Eletrobrás, Cesp, Eletropaulo e Light, em especial a primeira, por conta da possibilidade de privatização”, disse Suzaki.

 

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.