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Valor da Petrobrás na Bolsa aumenta 55,4% em uma semana

- Atualizado: 07 Março 2016 | 16h 15

Período marcado por turbulências na política fez petroleira brasileira ganhar US$ 11 bi em valor de mercado, o 3º maior aumento em dólares entre 1.972 empresas na América Latina e EUA

Em 10 anos de pré-sal, Petrobrás vai da euforia à dúvida
Reuters
Inferno astral

A descoberta do pré-sal completa 10 anos em outubro de 2016. Promessa de prosperidade, a reserva levou as ações da Petrobrás a terem fortes ganhos ao longo da última década, mas se tornou um ponto de interrogação nos investimentos da estatal. Hoje, a petroleira enfrenta um dos períodos de maior desvalorização de seus papéis, com ações negociadas entre R$ 5 e R$ 7. Além disso, a empresa está envolvida em um dos maiores escândalos de corrupção já revelados no Brasil e é processada por investidores nos Estados Unidos e na Europa por conta das perdas causadas pelas fraudes

 O valor de mercado da Petrobrás subiu US$ 11 bilhões, ou 55,4%, na semana encerrada em 4 de março, para US$ 30,849 bilhões, ante US$ 19,850 bilhões em 26 de fevereiro, de acordo com levantamento da Economatica. O período em questão foi marcado por um turbulento noticiário político, com destaque para informações sobre uma delação premiada do senador Delcídio Amaral (sem partido-MS) e para a condução coercitiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pela Polícia Federal, na 24ª fase da Operação Lava Jato.

O avanço das investigações de corrupção alimentou expectativas de mudanças significativas no governo, o que desencadeou um movimento de compras especulativas, especialmente em papéis de estatais. Entre as 1.972 empresas de capital aberto na América Latina e também nos Estados Unidos, a petroleira brasileira foi que a registrou o terceiro maior aumento nominal de valor de mercado em dólares na última semana, segundo a Economática. A Petrobrás perde apenas para o crescimento da Apple (US$ 33,82 bilhões) e da Berkshire Hathaway (US$ 15,54 bilhões), revelou grupo de análise de investimentos.

Já a Ambev ocupa a quarta posição na lista das 20 maiores da América Latina e dos EUA, com valor de mercado de US$ 80,602 bilhões em 4 de março (+15,36%), enquanto o Itaú Unibanco surge no sexto lugar, com US$ 45,616 bilhões (+29,34%), Bradesco no oitavo, com US$ 37,248 bilhões (+35,81%), enquanto a Vale é a 14ª colocada, com US$ 20,379 bilhões (+58,33%).

Ibovespa. Considerando apenas as 61 ações listadas no Ibovespa, conforme a Economática, a Usiminas PNA é a que apresentou maior valorização porcentual na semana passada (+52,81%), seguida por CSN ON (+51,20%), Vale ON (+50,45%), Petrobrás PN (+48,25%), Vale PNA (+45,05%), Petrobrás ON (+44,85%), Metalúrgica Gerdau PN (+44,35%), Banco do Brasil ON (+39,11%), Bradespar PN (+38,27%), Gerdau PN (+34,38%), Rumo Logística ON (+32,48%), BM&FBovespa ON (+32,14%), Bradesco PN (30,29%), Smiles ON (+29,47%), Itaú Unibanco PN (+27,00%).

Entre as quedas da última semana estão Embraer ON (-22,35%), Fibria ON (-14,37%), Oi ON (-12,67%), Suzano Papel e Celulose (-11,67%), JBS ON (-2,68%) e Klabin Unit (-0,62%), mostrou o levantamento. 

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