Venda diária de veículos leves tem a primeira alta desde janeiro de 2014

A média cresceu 9,3% em relação ao mesmo mês de 2016

André Ítalo Rocha, Broadcast

04 Julho 2017 | 13h34

SÃO PAULO - A média diária nas vendas de veículos leves para o consumidor pessoa física, em junho, cresceu 9,3% em relação ao ritmo de junho do ano passado, para 5,1 mil unidades, segundo conta feita pelo Broadcast a partir de dados divulgados nesta terça-feira, 4, pela Fenabrave, associação que representa as concessionárias. Trata-se do primeiro crescimento nesse tipo de comparação desde janeiro de 2014.

O mercado de veículos já vinha dando alguns sinais de reação em 2017. No entanto, nos dois meses em que apresentou crescimento este ano, em comparações interanuais, em março e maio, os resultados foram impulsionados por vendas para clientes pessoa jurídica, como locadores de veículos, produtores rurais e frotistas em geral. Essa é a primeira vez em mais de três anos, portanto, que os dois tipos de venda, para pessoa física e para pessoa jurídica, registram expansão na média diária.

Para o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Jr, a tendência é que, no segundo semestre, as vendas para pessoa física voltem a ganhar importância. "Já estamos vendo uma maior presença de pessoas nas concessionárias e uma maior visitação aos nossos show rooms", disse o executivo.

Financiamento de veículos registra alta, mas retomada do setor está distante

Assumpção também espera que haja uma melhora no financiamento, com uma maior liberação de crédito por parte dos bancos. "A procura do consumidor por crédito aumentou, mas o nível de aprovação continua de três a cada 10 pedidos", afirmou. 

Fechamento de concessionárias. O fechamento de concessionárias de veículos no Brasil estancou em 2017, segundo o executivo. "Poderá ter um caso ou outro, mas não é uma epidemia", disse, após coletiva que apresentou os dados de vendas de junho e do primeiro semestre. Nos dois primeiros anos de crise econômica, 2015 e 2016, o segmento passou a contar com 1.308 lojas a menos, o que resultou na perda de 170,9 mil postos de trabalho. "Nós tivemos uma estabilização no primeiro semestre de 2017 e podemos dizer que o fechamento de lojas foi estancado", afirmou o executivo. 

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