Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

Vendas para o Dia dos Namorados devem crescer 2%, diz ACSP

Associação cita queda dos juros e da inflação, além dos saques do FGTS, como fatores que devem impulsionar o consumo; resultado do mês, no entanto, ainda deve ser negativo

Bianca Bion, especial para o Estado, O Estado de S.Paulo

07 Junho 2017 | 19h56

A Associação Comercial de São Paulo (ACSP) projeta crescimento de até 2% nas vendas para o Dia dos Namorados. O número representa uma ligeira melhora em relação ao resultado do mesmo período do ano passado, entre os dias 1º e 12 de junho, quando a ACSP registrou queda de 1,9%. 

Entre os fatores que vão impulsionar as vendas, o economista da associação, Marcel Solimeo, cita a queda da taxa de juros e da inflação, além da liberação dos saques do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Segundo a ACSP, o tíquete médio do consumidor nessa época do ano é de R$ 150. Os presentes mais procurados são itens de vestuário - como roupas e sapatos -, flores e livros.      

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Mesmo com a melhora nas vendas no período, junho ainda deve registrar queda de 1,5% em relação ao mesmo mês do ano passado. Segundo Solimeo, no entanto, o resultado negativo está desacelerando. Entre janeiro e maio deste ano, as vendas caíram 3,6%, contra queda de 13% no mesmo período de 2016. "O entusiasmo do consumidor para gastar está voltando aos poucos", diz o economista. 

Tributação. Demonstrar amor com presentes pode custar caro. Estudo do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT) encomendado pela ACSP diz que 80% do preço final de presentes tradicionais podem ser compostos por tributos. É o caso do perfume importado, cuja carga tributária responde por 78,99% do preço final.

Já no caso de champanhe, maquiagem e joias, os impostos compõem 54,49%, 51,41% e 50,44%, respectivamente, do preço final. Óculos de sol e porta-retrato apresentam carga tributária de 44,18% e de 43,47%. 

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