Via Varejo, Vale e BB Seguridade estão entre recomendações

Via Varejo, Vale e BB Seguridade estão entre recomendações

Ano de 2017 tende a ser bom em questões operacionais, visto que são esperados vários IPOs em virtude da retomada do crescimento econômico, assim como da melhora na confiança das empresas

Beth Moreira, O Estado de S.Paulo

14 Outubro 2017 | 05h00

Atentos ao cenário econômico dos próximos trimestres, analistas garimparam oportunidades na Bolsa de Valores. A Guide, por exemplo, trocou as units da Renova pelas units da Via Varejo. A corretora destaca que as perspectivas mais favoráveis em relação à retomada da atividade econômica e do setor de varejo deve contribuir de forma positiva para a companhia.

“Esperamos números mais fortes para o terceiro trimestre”, destaca o estrategista Luis Gustavo Pereira. Sobre a varejista, o profissional pontua ainda a consistente melhora nos resultados; solidez financeira; elevada capacidade de execução; e foco em inovação.

A Lerosa trocou B3 por BB Seguridade de olho no potencial de valorização. “Deve-se considerar o elevado potencial do setor em que atua, seja pela melhora em Brasilprev, fruto da procura cada vez maior de correntistas para a previdência privada, como de outros produtos”, explica o analista Vitor Suzaki.

Já a Coinvalores incluiu Vale, em substituição à Sabesp, na expectativa da divulgação do relatório de produção da mineradora, previsto para o dia 19. De acordo com o analista Felipe Martins Silveira, a perspectiva é positiva, sobretudo por conta do ramp up (curva de aprendizado) do projeto S11D, no Sistema Norte, em Carajás (PA).

“Além disso, para o resultado financeiro a tendência também é positiva, haja vista a cotação mais elevada do minério de ferro na China, que neste terceiro trimestre superou em mais de 10% a média do período imediatamente anterior”, diz Silveira.

A Magliano Corretora trocou toda a carteira, que passa a ser composta por B3, CCR, Localiza, Multiplan e Positivo. Sobre a B3, os analistas Pedro Galdi e Carlos Soares Rodrigues destacam a recente fusão com a Cetip, o ganho de sinergia de receitas e custos gerado pela operação. Além disso, acrescentam, o ano de 2017 tende a ser bom em questões operacionais, visto que são esperados vários IPOs neste ano em virtude da retomada do crescimento econômico, assim como da melhora na confiança das empresas.

Sobre CCR, a equipe avalia que a empresa deve ser candidata natural a aumentar sua carteira de serviços quando o governo iniciar as parcerias para novos programas de infraestrutura. Além deste fator, sua condição de boa estrutura de capital pode permitir a busca por ativos oportunos no exterior.

Localiza, por sua vez, deve se beneficiar da retomada no crescimento econômico e proximidade das eleições no próximo ano, período em que sazonalmente ocorre uma demanda adicional por locação de veículos, podendo representar uma boa oportunidade para os resultados da companhia nos próximos trimestres.

Sobre Multiplan, a equipe da Magliano destaca que, desde a abertura de capital, em 2007, a administradora de shoppings aumentou a área bruta locável em 163,5% e acredita que esse crescimento de área vai continuar ao longo dos próximos anos. “Mesmo neste ambiente favorável, a meta da empresa é ganhar eficiência e manter o nível de alavancagem sob controle”, explicam Galdi e Rodrigues.

A última indicada, a Positivo, deve se beneficiar da remodelação da estrutura de negócios, oferecendo produtos novos e de grande potencial de comercialização, como aparelhos celulares.

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