Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

‘Voltar a trabalhar registrado depois de três meses foi sorte’

Rafael Pessoa, estudante de psicologia e auxiliar administrativo recém-contratado

Raquel Brandão e Márcia de Chiara, O Estado de S.Paulo

28 Julho 2017 | 22h14

“Faz duas semanas que consegui emprego com carteira assinada. Com a crise que há hoje no País, voltar a trabalhar com registro em carteira apenas três meses depois de ter ficado desempregado, foi sorte. Isso me deixou muito feliz. Mudei um pouco a carreira e agora estou conhecendo um outro tipo de mercado.

Estudo psicologia e trabalhei durante oito meses como estagiário na área de Recursos Humanos em uma empresa. Ganhava R$ 1.200 mensais. Fui demitido porque o departamento da empresa foi reestruturado. Depois, comecei a fazer trabalhos esporádicos, como freelancer para eventos.

Fiz um trabalho numa feira de máquinas para impressão gráfica e a equipe da feira gostou. Consegui fazer algumas vendas. Daí, fui convidado para trabalhar com eles como contratado. Estou iniciando na empresa como auxiliar administrativo, fazendo um serviço mais genérico para começar a focar em vendas depois.

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Vou ganhar R$ 1.500 para trabalhar cinco dias na semana numa jornada diária de sete horas. Como freelancer, quando estava desempregado, tirava entre R$ 400 e R$ 500. Dava para cobrir as minhas despesas pessoais. Mas foram difíceis esses três meses sem emprego. Entreguei entre 80 e 100 currículos nesse período. Fiz muitas entrevistas de estágio, mas a seleção seguiu com outros candidatos.

Pago faculdade e tenho de ajudar nas despesas da casa de meus pais, onde moro. Meu pai deu uma força nesse período e pagou a faculdade. Não fiquei inadimplente. Tive de cortar gastos, com viagens e saídas. Agora dá para pensar em viver: voltar a viajar, sair, comprar coisas que acho legais.

Vejo que os índices de desemprego, pouco a pouco, estão caindo. Mas ainda tenho muito colegas desempregados.” 

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