Tadeu Brunelli
Tadeu Brunelli

Volume de serviços cai 1% em agosto e tem pior resultado para o mês desde 2012

A taxa acumulada pelo volume de serviços prestados no ano ficou negativa em 3,8%, enquanto o volume acumulado em 12 meses registrou perda de 4,5%.

Daniela Amorim, Broadcast

17 Outubro 2017 | 09h38

RIO - O volume de serviços prestados teve redução de 1,0% em agosto ante julho, após a queda de 0,8% registrada no mês anterior, na série com ajuste sazonal. Os dados são da Pesquisa Mensal de Serviços divulgada nesta terça-feira, 17. A queda de 1,0% foi o pior desempenho para o mês dentro da série histórica, iniciada em 2012 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado foi ainda o mais negativo desde março deste ano, quando o volume de serviços prestados tinha diminuído 2,4% em relação a fevereiro.

Em relação com agosto do ano anterior, houve redução de 2,4% em agosto deste ano, já descontado o efeito da inflação, mantendo a sequência de taxas negativas iniciada em abril de 2015. A taxa acumulada pelo volume de serviços prestados no ano ficou negativa em 3,8%, enquanto o volume acumulado em 12 meses registrou perda de 4,5%.

Única atividade em baixa em agosto, na comparação com julho, o setor de serviços prestados às famílias (-4,8%) foi um dos principais responsáveis pela queda de 1% registrada na Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada hoje pelo IBGE. O segmento vinha de três altas consecutivas, mas foi afetado pelos serviços de hospegadem e alimentação, que caíram 7,5% no mês. No índice geral, a taxa acumulada no ano é de -3,8% e, em 12 meses, -4,5%.

Estabelecimentos como restaurantes, bares e hotéis vinham de quatro meses de crescimento, mas a alta também foi interrompida em agosto. “Foi um mês de baixo consumo. Houve uma queda generalizada no consumo desses serviços. Foi algo observado em todas as unidades da federação”, explica o gerente da PMS, Roberto Saldanha.

Para Saldanha, os resultados negativos no setor de serviços em diferentes comparações ainda impedem que se possa falar em recuperação no setor. "O setor de serviços está tendo essa dificuldade para reagir porque ele precisa de uma alavancagem maior de outros setores da economia para puxar essa contratação de serviços", disse o gerente.  "Não se identifica no momento uma evidência de que possa levar a um resultado positivo. Não está se verificando uma retomada num nível mais constante da economia como um todo que possa puxar o setor de serviços", afirmou.

Resultados positivos.  Os demais resultados foram positivos entre as atividades pesquisadas: Outros Serviços, 1,0%; Transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio, 0,7%; Serviços profissionais, administrativos e complementares, 1,6%; e Serviços de informação e comunicação, 0,3%. O agregado especial das Atividades turísticas apresentou redução de 3,1% em agosto ante julho.

O predomínio de resultados positivos faz parte do método de ajuste sazonal, explicou o pesquisador. Entre os subitens, porém, houve perdas importantes no transporte terrestre, nos serviços de armazenamento, telecomunicações, tecnologia da informação e audiovisuais, que puxaram a queda de 1,0% na média global em agosto ante julho, afirmou Saldanha.

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