André Dusek/Estadão
André Dusek/Estadão

Votação da Previdência não ficará para março, diz Marun

Ministro admitiu que governo ainda tem necessidade de buscar ao menos 40 votos

Carla Araújo e Idiana Tomazelli, O Estado de S.Paulo

05 Fevereiro 2018 | 12h38

BRASÍLIA - O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, admitiu que ainda faltam votos para que o governo aprove a reforma da Previdência, mas diz ainda acreditar que ela será aprovada este mês. "O jogo está recomeçando", disse o ministro. Segundo ele, fevereiro é uma espécie de "prorrogação" e não há chances de que a reforma fique para março. "Votação não ficará para março, o processo de discussão e votação será em fevereiro", completou.

O ministro que inicialmente disse não saber quantos votos o governo tinha hoje acabou admitindo que na contagem oficial que está coordenando há necessidade de buscar pelo menos 40 votos. "Num universo de 80 a 100 indecisos, não é uma missão impossível", destacou. Um pouco antes de falar em números, Marun tinha dito apenas que não sabia quantos votos tinha, mas "no dia 20 teremos os 308 votos".

Ao ser questionado sobre possíveis mudanças no texto durante o trabalho de discussão no congresso, Marun reiterou que o governo não quer que a reforma perca a sua essência de combater privilégios. "Somos o governo do diálogo e podemos ainda aceitar apoiar propostas desde que não firam o espírito da reforma", afirmou.

+ Governo avalia impactos de mudança no texto para aprovar reforma da Previdência

Contagem. A poucos dias da votação da reforma da Previdência na Câmara, o governo conseguiu contabilizar no máximo 237 deputados favoráveis à proposta, segundo planilha de cruzamento de votos obtida pelo Estadão/Broadcast

Aliados do governo têm dito possuir 270 votos, mas o cenário mostra que o caminho a ser trilhado é ainda maior. Para conseguir aprovar a proposta, são necessários 308 votos em dois turnos de votação.

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