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BB vai aprovar nova política de sucessão ainda no primeiro semestre

Instituição está revisando todo o seu Estatuto Social para aprimorar sua governança corporativa

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Nathália Larghi e Ricardo Rossetto ,
O Estado de S.Paulo

08 Março 2017 | 18h53

SÃO PAULO - O Banco do Brasil está finalizando uma revisão completa do seu Estatuto Social para tentar aprimorar sua governança corporativa. A principal mudança, disse ao Estado o diretor de Estratégia e Organização, Carlos Netto, será a aprovação, ainda neste semestre, de uma nova política de indicação e sucessão de executivos. 

O banco já vem ajustando sua estratégia corporativa há alguns anos e é a única instituição financeira do País listada no Novo Mercado da Bolsa de Valores - segmento que reúne as empresas sujeitas às mais rigorosas práticas de governança corporativa.

Uma das determinações da Lei das Estatais, que passou a valer efetivamente em dezembro do ano passado, é estabelecer regras mais rígidas para a nomeação em cargos de direção nas empresas públicas. Historicamente, o BB não contrata profissionais do mercado para ocupar cargos de chefia - a seleção é feita internamente, com a promoção de funcionários de carreira.  

Para Netto, o sistema de seleção do banco, "rigoroso, transparente e meritocrático", é capaz de blindar a estatal de indicações políticas ou tráfico de influência. "No ano passado, fizemos um estudo para saber qual o perfil de executivo desejado para cada diretoria e até o final deste mês vamos terminar de mapear as características profissionais dos nossos gerentes-executivos. Isso facilita o processo de sucessão", garante. 

Corrupção. Para tentar minimizar os riscos com casos de corrupção dentro da empresa, o BB estabeleceu há alguns anos um modelo de governança no qual todas as decisões estratégicas são tomadas de forma colegiada. Segundo Netto, nenhuma política da empresa é aprovada sem antes passar pelo crivo de um comitê. E, quando um problema é detectado, o comitê de auditoria faz toda a apuração necessária e pune os funcionários envolvidos nos atos ilícitos, explica o diretor.  

Apesar da precaução, os holofotes da Lava Jato chegaram pela primeira vez no BB em agosto do ano passado, com a investigação sobre o pagamento de propina em cinco contratos da instituição com empresas que prestam serviços de informática. Os valores da corrupção, segundo a Polícia Federal, ultrapassam os R$ 150 milhões. 

Recentemente, o BB criou uma diretoria de governança, com o objetivo de coordenar e acompanhar os resultados de todas as suas subsidiárias. Com a Lei das Estatais, o banco também viu a necessidade de implementar ajustes nos estatutos sociais dessas entidades que administra, para tentar reforçar o controle de riscos e das políticas e diretrizes estabelecidas.

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