Marcelo Camargo/Agência Brasil - 20/9/2017
Marcelo Camargo/Agência Brasil - 20/9/2017

Índice de governança lançado nesta sexta-feira é um selo de qualidade das estatais

Apenas a Petrobrás e o Banco do Brasil receberam nota máxima; em seguida, estão BNDES com 9,5 pontos, Eletrobras e Empresa Gestora de Ativos com 8 pontos

Lorenna Rodrigues, O Estado de S.Paulo

10 Novembro 2017 | 20h40

BRASÍLIA - A sete meses da entrada em vigor da Lei de Estatais, as empresas brasileiras receberam média 4,02 em um índice de governança lançado nesta sexta-feira, 10, pelo governo, que vai de zero a 10. "Há claramente um espaço muito grande para melhoria", afirmou o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira.

Apenas a Petrobrás e o Banco do Brasil receberam nota máxima. Em seguida, estão BNDES (9,5 pontos), Eletrobras e Empresa Gestora de Ativos (8 pontos) e Caixa, Banco do Nordeste (BNB) e Banco da Amazônia (Basa), com 7,5.

A nota máxima para a Petrobrás depois de vários escândalos que deram origem à Operação Lava Jato só foi possível, de acordo com Oliveira, porque houve mudança na governança da empresa.

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"Aquela Petrobrás que teve todos aqueles escândalos não tiraria nota 10. A Petrobrás hoje enfrenta com diligência os órgãos de controle", completou.

O presidente do conselho de administração da Petrobrás, Nelson Carvalho, disse que a nota alta foi conseguida devido a reformulação do conselho de administração da empresa e da adoção de medidas como a que proíbe que gastos sejam autorizados por uma só pessoa.

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Perguntado, ele não quis responder sobre o processo de abertura de capital da BR Distribuidora. "Estou no período de silêncio", afirmou.

Notas. Essas oito empresas foram as únicas que receberam nível 1, o máximo. Outras 40 estatais foram classificadas entre os níveis 2 e 4. Foram avaliadas as empresas com controle direto da União. Segundo o ministro, o indicador é uma espécie de "selo de qualidade" das empresas.

"Quem já cumpriu todos os critérios da Lei das Estatais naturalmente está bem classificado no índice", completou.

Um dos critérios em que as empresas foram mal avaliadas foi na questão de composição de conselhos e comitês. Apesar disso, o ministro disse que o mau desempenho não se deve às indicações políticas para as empresas.

"Há excesso de valorização nas nomeações das estatais. O funcionamento estatais depende muito mais de uma estrutura de governança. Não podemos achar que qualquer indicação de governante é tecnicamente incompetente", acrescentou. 

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