Rafael Matsunaga/Wikimedia Commons
Rafael Matsunaga/Wikimedia Commons

Petrobrás quer melhorar nível de governança

Estatal se prepara para ingressar no Nível 2 da Bolsa de Valores, que exige mais transparência

Karin Sato, O Estado de S.Paulo

05 Junho 2017 | 22h09

A Petrobrás se prepara para subir um degrau nos níveis de governança corporativa da Bolsa de Valores. Hoje, a estatal está no patamar mais básico, chamado de nível 1, e segundo afirmou nesta segunda-feira, 5, seu presidente, Pedro Parente, a meta é ingressar no nível 2 da B3 (novo nome da bolsa paulista).

Esses níveis foram criados para dar mais transparência ao mercado de capitais e assegurar direitos de acionistas. O mais alto nível de governança corporativa é o Novo Mercado. “Estamos começando esse trabalho agora, vamos analisar os requerimentos. Certamente, estamos atendendo um grande número deles”, disse Parente.

De acordo com o executivo, a petroleira trabalha para tornar a gestão bem-sucedida e mantê-la posteriormente. “Estamos trabalhando para ter regras escritas e mesmo para que as não escritas sejam seguidas com consistência”, disse. “Temos algum tempo para demonstrar que esta é a melhor maneira de gerir a Petrobrás.”

Sobre governança corporativa, o presidente do conselho de administração da Petrobrás, Nelson Carvalho, disse que foi contratada uma consultoria de headhunter para preencher a décima vaga no conselho. Segundo ele, foram identificados nomes de diversos países do mundo e agora a empresa está em processo de entrevista.

Parente também relatou nesta segudan que a diretoria está avaliando a periodicidade das reuniões sobre alterações nos preços dos combustíveis, como antecipou a coluna de Sonia Racy. Contudo, ele relatou que não há uma decisão sobre o tema.

O movimento é bem visto pelos analistas. Primeiro, porque torna a empresa mais próxima da realidade de uma companhia privada. Em segundo lugar, porque eleva a previsibilidade para os investidores. Além disso, quanto maior a transparência nas decisões sobre preços, maior é a possibilidade de atrair investidores para o refino, setor no qual a petroleira detém quase 100% de monopólio atualmente.

Além disso, Parente informou que, até o fim do ano, a empresa vai anunciar 30 “oportunidades de parcerias e desinvestimentos”, sendo que metade delas nos próximos três meses, dentro da sistemática aprovada pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

Com as notícias, as ações preferenciais (PN) da estatal subiram 1% no pregão de ontem e as ordinárias (ON), 1,75%. O Ibovespa fechou em baixa de 0,10%, aos 62.450,45 pontos. Em junho, o índice acumula queda de 0,42%, e em 2017, alta de 3,69%.

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