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Setubal se diz confortável com sucessão no Itaú Unibanco

Presidente do banco deixa o quadro de executivos em 2017 e diz que processo não deve trazer 'problemas' para a instituição

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Aline Bronzati, Fernanda Guimarães,
O Estado de S.Paulo

03 Fevereiro 2016 | 19h53

O presidente do Itaú Unibanco, Roberto Setubal, afirmou na terça-feira, 2, que se sente confortável com o processo de sucessão no banco que culmina com a sua saída do quadro de executivos da instituição em 2017. "No ano passado, anunciamos a reestruturação com a criação de três diretorias gerais: de atacado, varejo e tecnológica e de operações. A mudança se mostrou muito boa. O comitê executivo está mais alinhado, o banco mais ágil, mais conciso. A estrutura está funcionando muito bem neste momento", destacou ele.

Setubal disse ainda que está bastante satisfeito com o desempenho do banco e que sua sucessão não deve trazer "problemas" para a instituição. Acrescentou que a mudança na conjuntura econômica não afeta a estrutura do banco embora todos sofram com a recessão. Segundo ele, o fato de a de estrutura de risco estar centralizada em um executivo, Eduardo Vassimon, vice-presidente do Itaú, possibilita um controle muito mais uniforme dentro do banco.

Ainda sobre o processo de sua sucessão, lembrou que o número de subordinados a ele reduziu de 11 para cinco. Além de Márcio Schettini (diretoria de tecnologia), Marco Bonomi (diretoria de varejo) e Candido Bracher (diretoria de atacado), estão subordinados a ele os vice-presidentes Eduardo Vassimon e Claudia Politanski.

América Latina. Com os anos a expectativa do Itaú Unibanco é que suas operações da América Latina cresçam e cheguem a representar entre 15% e 20% dos resultados totais do banco, disse Setubal. No entanto, ele preferiu não dar um guidance de quando isso poderá ocorrer, mas reiterou que a intenção do banco é continuar ampliando sua presença na região.

Segundo Setubal, no curto prazo o banco não deverá fazer nenhum novo movimento na América Latina, já que neste momento o foco é na integração do banco chileno Corpbanca.

"Temos muito trabalho para integrar o Corpbanca, então estamos mais focados em fazer essa fusão acontecer, mas no médio prazo a intenção é expandir, destacou, durante entrevista coletiva à imprensa. O presidente do banco disse que é necessário dar um passo por vez. "Demos um passo com o Corpbanca e agora precisamos absorver, dar nosso padrão de governança para depois dar outros passos mais a frente", disse. 

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