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Ações da BRF caem 4,6% com disputa de poder

Desgaste entre Abílio Diniz e fundos de pensão Petros e Previ tem afetado papéis da empresa

Aline Bronzati e Mônica Scaramuzzo, O Estado de S.Paulo

14 Abril 2018 | 04h00

As ações da BRF recuaram ontem 4,58%, a R$ 21,67, a maior queda do Ibovespa, após notícias de que o empresário Abilio Diniz, atual presidente do conselho do grupo, convocou para o dia 19 reunião para tentar recompor a chapa apresentada por ele na semana passada.

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Os desgastes entre Abilio, que detém 3,9% da empresa, e os fundos de pensão Previ (Banco do Brasil) e Petros (Petrobrás), maiores sócios, com 22%, juntos, estão afetando os papéis da companhia, segundo fontes. Os fundos de pensão estão insatisfeitos com o desempenho financeiro da BRF e convocaram para o dia 26 de abril uma assembleia para trocar o conselho. Desde então, os acionistas se desentendem sobre a composição de nomes para o colegiado.

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Na quinta-feira, a gestora britânica Aberdeen formalizou pedido para que haja voto múltiplo na assembleia do dia 26. Peter Taylor, gestor do Aberdeen no Brasil, afirmou que mantém apoio aos fundos de pensão, mas a decisão de pedir voto múltiplo reflete a confusão causada após Abilio ter anunciado nova chapa para disputar influência na BRF. Em nota, Previ e Petros informam que entendem a posição da Aberdeen. BRF e Abilio não retornaram. 

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